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    Por que as watch parties são o evento da vez

    O fenômeno das watch parties cresce com séries como Euphoria, finais de reality shows, Copa do Mundo e transmissões de moda reunindo públicos em bares, casas e eventos coletivos.

    Por que as watch parties são o evento da vez

    O fenômeno das watch parties cresce com séries como Euphoria, finais de reality shows, Copa do Mundo e transmissões de moda reunindo públicos em bares, casas e eventos coletivos.

    POR Laura Budin

    Sabe aquela reunião na casa de amigos para assistir ao último episódio da novela, à cerimônia do Oscar ou à final de um campeonato? Esses eventos, que sempre existiram em versões informais cresceram, alcançaram novos nichos e ganharam até um nome: as watch parties.

    Nos últimos anos, enquanto o streaming transformava o consumo de filmes, séries e outros produtos audiovisuais numa experiência mais individual, episódios de Euphoria passaram a reunir grupos em apartamentos aos domingos e bares lotaram para a final do Big Brother Brasil. Paralelamente, comunidades de moda passaram a organizar sessões coletivas para acompanhar desfiles internacionais e marcas transformaram tapetes vermelhos em ativações presenciais. A busca por lugares para assistir à Copa já começou semanas antes do primeiro jogo. E isso inclui turma de amigos e eventos maiores.

    O crescimento das watch parties acontece em um momento em que a própria lógica do entretenimento mudou. Hoje, séries, realities e desfiles não terminam na tela, eles continuam no TikTok e em comentários postados no X ainda durante as transmissões. O consumo passou a envolver a participação do público em tempo real.

    Não por acaso, parte da conversa recente em torno do cinema passou a girar em torno da experiência coletiva da sala: dos vídeos que registravam plateias em êxtase durante Avengers: Endgame lá em 2019 até filmes que seguem sendo recomendados menos pela trama e mais pela reação que provocam quando vistos ao lado de outras pessoas.

    Na moda, o criador de conteúdo francês Lyas rapidamente percebeu o potencial desse comportamento e organizou uma watch party para assistir a estreia de Jonathan Anderson na Dior num pequeno bar. No ano passado, as LA Watch Parties ganharam força e migraram para um grande teatro com uma agenda intensa durante a Paris Fashion Week. O mesmo aconteceu no Met Gala deste ano, quando a Meta e o Instagram organizaram uma watch party para creators em Nova York, entendendo o atual potencial desses encontros coletivos de nicho para a reverberação de um evento e o fortalecimento de comunidade.

    Há também uma camada econômica por trás do fenômeno. Para bares, restaurantes e marcas, as watch parties oferecem uma solução quase ideal: transformam lançamentos em um fluxo contínuo de público, impulsionado pelo crescente interesse por experiências coletivas.

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