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    Vita faz de “Vita’s House” a arquitetura sonora do próprio corpo

    Em seu primeiro álbum solo, a artista transforma o corpo em casa e propõe uma travessia entre o íntimo e o coletivo

     

    Vita faz de “Vita’s House” a arquitetura sonora do próprio corpo

    Em seu primeiro álbum solo, a artista transforma o corpo em casa e propõe uma travessia entre o íntimo e o coletivo

     

    POR Guilherme Rocha

    O FFW Sounds desta semana é dedicado a VITA, multiartista que articula música, performance e pensamento em torno de corpo, identidade e coletividade.

    Em meio aos toques finais no álbum e aos ensaios para a estreia de sua nova turnê, na última sexta-feira (17/04), na Zig, Vita “abriu a casa” em uma conversa com o produtor de conteúdo de moda e cultura Guilherme Rocha sobre seu novo momento musical depois da saída da dupla Irmãs de Pau, e o lançamento de seu primeiro trabalho solo.

    Musicalmente,”Vita’s House” transita entre house, funk e dancehall, dialogando com a cultura ballroom e com a história de gêneros criados por corpos dissidentes. Essa dimensão coletiva também aparece nas colaborações, com a presença de artistas travestis como Urias, Candy Mel e Linn da Quebrada, além da direção criativa de Nídia Aranha e do manifesto assinado por Castiel Vitorino Brasileiro.

     

    QUEM É VITA?

    Vita é uma multiartista mineira que vem ganhando destaque na cena contemporânea ao conectar música, performance e pesquisa artística. Antes de seguir carreira solo, integrou a dupla Irmãs de Pau, onde começou a consolidar sua presença na música e nas artes. Agora, dá um novo passo com o lançamento de seu primeiro álbum solo. Com formação em pedagogia, cinema e teatro, sua produção transita entre house, funk e dancehall, em diálogo com a cultura ballroom e questões sobre corpo, identidade e coletividade.

    UMA MÚSICA PARA COMEÇAR: “VITA’S HOUSE”

    O primeiro single solo já apresenta o universo do álbum: o uso do sample de “Casa do Seu Zé”, da MC Britney, um clássico do funk dos anos 2010, explicita suas referências e aponta para uma reverência direta às artistas que vieram antes. Aqui, porém, o gesto não é nostálgico. O sample é reconfigurado dentro de uma linguagem própria, atravessada por house, performance e uma estética mais crua. No encontro entre referência e reinvenção, a faixa se estabelece como chave de leitura do projeto, situando de onde Vita parte e o que propõe construir a partir disso.

     

    O ÁLBUM “VITA’S HOUSE: O CORPO COMO CASA E CONSTRUÇÃO COLETIVA 

    Em seu primeiro álbum solo, Vita transforma o disco em uma obra que articula conceito e sonoridade a partir da ideia do corpo como casa. O disco se organiza como uma travessia por espaços íntimos, do banheiro ao quintal, enquanto explora temas como disforia, desejo, autoimagem e liberdade. Na música, esse conceito se traduz em um trabalho eclético, que cruza house, funk e dancehall sem hierarquia. Vita aposta em combinações de ritmos e texturas que refletem tanto sua pesquisa quanto sua vivência na noite, criando faixas que vão da pista à narrativa mais íntima.

    PARCERIAS

    Reunindo diferentes frentes da criação, o projeto conecta nomes como a diretora criativa Nídia Aranha, a escritora Castiel Vitorino Brasileiro e artistas como Urias, Mel Gonçalves e Linn da Quebrada, uma de suas principais referências. A isso se somam integrantes do seu balé, equipe e colaboradores próximos, sustentando a ideia de “house” como família, rede de afeto e construção coletiva.

     

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