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    D’Leesa: conheça a artista que está conquistando as redes com seu soft sapphic soul

    D’Leesa: conheça a artista que está conquistando as redes com seu soft sapphic soul

    POR Vinicius Alencar

    Em uma tarde qualquer de scroll infinito, vídeos-selfie embalados por uma voz sedutora e batidas hipnotizantes começaram a aparecer na minha tela. Bastaram alguns segundos para ser transportado para uma pista de dança de paredes suadas, chão pegajoso e luz baixa. Descobri logo depois que D’Leesa, apesar da sonoridade que parece saída da virada dos anos 1990 para os 2000, é uma artista novíssima – um talento genuíno se destaca em meio ao ruído infinito das redes sociais. Um daqueles raros casos em que o algoritmo realmente acerta.

    Mas não há uma grande gravadora por trás desse fenômemo. Em uma das poucas entrevistas que concedeu até agora, para a Indie-Sound, a cantora de Atlanta conta que começou a escrever músicas aos seis anos, interrompeu esse processo durante a adolescência por acreditar que deveria seguir uma carreira mais tradicional, só voltou a compor em 2023, depois de terminar o ensino médio. Ela criou seu canal no Youtube e conta no Instagram apenas em outubro do ano passado e fará sua estreia nos palcos no dia 1º de agosto, em sua cidade.

    Foi sozinha, produzindo no GarageBand do celular, que construiu seu primeiro álbum Nocturnal e uma meia dúzia de singles como “Healer”, “Oh” e “Digital Girl” que já vem se tornando pequenos fenômenos virais nas plataformas de streaming. Ela define o próprio som como soft sapphic soul: um encontro entre synth-pop noturno, harmonias etéreas e uma sensualidade que não parece calculada. Inclusive a faixa “Higher”, sua primeira composição, simbolizou um momento de libertação pessoal e foi gravada antes de assumir sua sexualidade para a família.



    Há algo de familiar em sua música, como se dialogasse com uma memória coletiva da pista de dança, mas sem soar nostálgica ou presa ao passado. Se depender do boca a boca digital, D’Leesa ainda deve conquistar muitos ouvintes. Não apenas pela estética que resgata uma era específica, mas pela capacidade de despertar aquele desejo quase involuntário de dançar, seduzir e permanecer por mais alguns minutos dentro do universo que ela cria.

    Vale também seguir seu perfil na rede vizinha onde ela propõe visuais caseiros, mas igualmente interessantes com efeitos luminosos e ultra camp, que trazem seu rosto como protagonista sem nenhuma pretensão ou produção, é cru, real e a graça é justamente essa, ainda mais em tempos super editados e formatados para serem “aesthetic”. Indie em versão pista. Já tinha ouvido falar sobre ela? 

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