Rochelle Jordan e a releitura do R&B com house na pista contemporânea
Rochelle Jordan e a releitura do R&B com house na pista contemporânea
O FFW Sounds desta semana é dedicado ao trabalho de Rochelle Jordan, cantora e compositora que transita entre o R&B e a música eletrônica com um identidade própria que merece sua atenção.
Nascida na Inglaterra e criada no Canadá, Jordan reúne referências que vão do soul e reggae à cultura de pista. Em sua fase mais recente, ela aprofunda essa linguagem ao combinar atmosferas imersivas com batidas orientadas ao club.
Você já conhecia a música da Rochelle?
QUEM É ROCHELLE JORDAN?
Nascida em 1989, em High Wycombe, na Inglaterra, e criada em Toronto, no Canadá, a artista de 36 anos construiu uma identidade marcada pela diversidade cultural. Filha de pais jamaicanos, cresceu sob a influência de gêneros como reggae, soul e R&B, elementos que se somam à estética eletrônica britânica presente em sua obra. Com carreira iniciada de forma independente, Rochelle Jordan consolidou-se ao propor uma sonoridade híbrida, na qual vocais etéreos encontram bases de house e UK garage. O resultado a posiciona como uma figura central no alt-R&B e em sua aproximação cada vez mais estreita com a música eletrônica global.
UMA MÚSICA PARA COMEÇAR: “GOT EM”
Presente no álbum ‘Play With the Changes’ (2021), a música sintetiza sua identidade ao combinar vocais suaves com bases de house e UK garage. Acessível, mas sofisticada, a faixa traduz o principal diferencial da artista: aproximar o R&B da pista de dança sem perder o tom emocional.
ÁLBUM PARA CONHECER: “PLAY WITH CHANGES”
É neste trabalho que a cantora consolida uma linguagem própria, articulando o R&B à música eletrônica, especialmente house e UK garage, com rigor estético e apelo contemporâneo. Faixas como “Next 2 You” e “All Along” revelam camadas mais introspectivas.
AGORA COM “TROUGH THE WALL”
Mais polido e imersivo, o disco aposta em atmosferas contínuas e sofisticadas, com forte presença de house e UK garage. Faixas como “Crave”, “Sweet Sensation” e “Bite the Bait” evidenciam uma abordagem menos imediata e mais sensorial, orientada à construção de clima e à experiência de pista. O álbum também reflete um momento de afirmação pessoal e criativa, simbolizando a superação de bloqueios e a consolidação de uma identidade própria.