Mudança estratégica na liderança da grife italiana ocorre em meio a um delicado processo de reestruturação. A Moschino oficializou, recentemente, o encerramento do contrato com seu diretor criativo, Adrian Appiolaza. O designer argentino deixa a casa de moda após atuar por dois anos e meio. O Grupo Aeffe já busca um sucessor.
“Gostaria de agradecer a Adrian Appiolaza por sua significativa contribuição para o desenvolvimento da Moschino nos últimos dois anos e desejar-lhe muito sucesso em seus futuros empreendimentos profissionais”, declarou Massimo Ferretti, presidente executivo do Grupo Aeffe. De acordo com a Vogue Business, a trajetória de Appiolaza na grife começou em janeiro de 2024. Ele assumiu o posto logo após a trágica morte de David Renne.
Desafios operacionais e mudanças na gestão
Anteriormente, o estilista passou por marcas como Loewe e Miu Miu. Ele tentou equilibrar o DNA humorístico da etiqueta com uma alfaiataria muito refinada. Contudo, a gestão da marca enfrenta momentos turbulentos. O grupo registrou uma retração de 24,5% até setembro de 2025. Esse cenário resultou em um pedido de recuperação judicial. Por isso, a saída de Appiolaza acompanha a nomeação de Riccardo Bagolin como novo diretor-geral.
Sobre sua passagem, o estilista afirmou: “Recebi uma oportunidade incrível de expressar minha criatividade para uma importante marca italiana com um legado criativo extraordinário como a Moschino. Sou grato à Aeffe, e em especial a Massimo Ferretti, por essa oportunidade. Gostaria também de agradecer a toda a equipe criativa com quem compartilhei essa experiência intensa”. Por fim, surgiram rumores no mercado sobre possíveis sucessores. Os fundadores da Sunnei, Loris Messina e Simone Rizzo, seriam os nomes cotados. Entretanto, a empresa mantém silêncio absoluto sobre a sucessão criativa.
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