Se você acompanhou a cultura pop nos últimos vinte anos, é impossível ouvir a palavra “celeste” sem recordar o icônico monólogo de Miranda Priestly. O que começou como uma lição de moda sarcástica em uma tela de cinema transformou-se em um fenômeno cultural que, em 2024 e com projeções para 2026, reafirma seu domínio fashion. O azul celeste não é apenas uma cor; é um símbolo de como o design de luxo filtra-se até o cotidiano.
“O Diabo Veste Prada”
A origem da obsessão moderna por este tom remonta a 2006, com o filme “O Diabo Veste Prada”. Na cena que definiu gerações, a editora interpretada por Meryl Streep explica à sua assistente, Andy Sachs (Anne Hathaway), que aquele azul específico não era apenas “azul”. Entretanto, sim o resultado de decisões multimilionárias tomadas por estilistas de elite como Oscar de la Renta e Yves Saint Laurent.
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O celeste representava, ali, a influência da alta costura sobre o mercado de massa. Décadas depois, a vida imita a arte. Recentemente, Anne Hathaway parou a internet ao ser vista com um moletom que continha a cor . A escolha não foi por acaso: o look serviu como um “easter egg” fashionista, sinalizando o início das movimentações para a aguardada sequência do filme. Hathaway provou que, mesmo anos depois, a cor mantém sua sofisticação e relevância.

Inclusive, na sequência do longa, que chega em 30 de abril, haverá uma cena em que a personagem Andy irá aparecer com um vestido do mesmo tom. Assim, fazendo referência ao primeiro filme.
Psicologia da cor
O termo “cerúleo” (o verdadeiro nome do celeste) deriva do latim caeruleus, que significa “céu” ou “oceano”. Na história da arte, era um pigmento caro e raro, usado para transmitir serenidade e poder. Na moda atual, segundo a Harper’s Bazaar US, o tom está sendo resgatado como uma resposta à busca por clareza e frescor visual. Para as coleções de 2026, espera-se que o cerúleo apareça em texturas variadas, desde transparências leves até o denim estruturado.

Como usar?
Diferente de cores passageiras, o celeste é versátil. Ele funciona como um ponto de luz em looks minimalistas ou como peça central em produções monocromáticas. Ademais, para um visual moderno, combine o azul com tons de cinza, branco ou marrom chocolate.

Por fim, o retorno desta tonalidade, impulsionado tanto pelo cinema quanto pelas passarelas, prova que a moda é um ciclo eterno de referências. Aliás, o azul celeste conquistou seu espaço definitivo no guarda-roupa global, mostrando que, como diria Miranda Priestly, ele foi selecionado para nós por “pessoas que sabem exatamente o que estão fazendo”!