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    Amanda Sarmento estreia entre luz e sombra em “ECLIPSE”

    Cantora carioca constrói primeiro disco entre luz e sombra, misturando R&B, neo soul, rap e reflexões sobre autoconhecimento

    Amanda Sarmento estreia entre luz e sombra em “ECLIPSE”

    Cantora carioca constrói primeiro disco entre luz e sombra, misturando R&B, neo soul, rap e reflexões sobre autoconhecimento

    POR Guilherme Rocha

    Quem é Amanda Sarmento?

    A cantora e compositora de 30 anos nasceu e foi criada no Cosmos, na zona oeste do Rio de Janeiro. Sua relação com a música começou no coral da igreja, onde cantava quando criança. Mais tarde, já na universidade, passou a explorar sua musicalidade para além da religiosidade, frequentando rodas de rima e eventos do movimento estudantil, onde também se descobriu DJ e MC. Em 2018, lançou sua primeira música e, desde então, vem construindo uma trajetória que combina técnica vocal, lirismo e uma curadoria musical muito própria.

    Uma música para começar: “Quente”

    Entre vocais melódicos, coros marcantes e passagens rimadas, a faixa evidencia a mistura de referências que define a artista do R&B ao rap, passando pelo neo soul.

    ECLIPSE”: Um disco entre luz e sombra

    No álbum de estreia, Amanda explora dualidades como apego e desapego, luz e sombra, desequilíbrio e reconexão. Ao longo de 12 faixas, a artista passeia por R&B, neo soul, drill, garage e boombap sem perder coesão. O resultado é um disco íntimo, mas também expansivo, em que sentimentos complexos ganham textura, ritmo e profundidade.

    O conceito estético de “ECLIPSE”

    Para Amanda, o conceito nasce da ideia de dualidade. O fenômeno funciona como metáfora para os contrastes emocionais que coexistem dentro de cada pessoa, luz e sombra, apego e desapego, desequilíbrio e reconexão. Em sua visão, essas forças não são opostas, mas complementares, moldando nossa experiência e atravessando todo o álbum, tanto nas letras quanto na construção sonora. Essa dualidade também orienta o universo visual do projeto, pensado como parte essencial da narrativa. Amanda conta que a era começou simbolicamente pelo Sol, com o lançamento de “Quente”, e foi gradualmente escurecendo até chegar ao eclipse completo.

     

    A seguir, leia a conversa de Amanda com o produtor de conteúdo de moda e cultura, Guilherme Rocha da FFW.

     

    • Pra começar, conta um pouco sobre você: de onde você vem, sua idade e como começou na arte até chegar aqui.

    Bom, meu nome é Amanda Sarmento. Eu sou cria, né? Nascida e criada na zona oeste do Rio de Janeiro, num lugar chamado Cosmos, que é bem no extremo oeste do Rio de Janeiro mesmo. Tenho 30 anos de idade e comecei a cantar muito pequena, ainda na infância. Eu sempre digo para todo mundo que eu não lembro um período da minha vida em que eu não amasse música, em que eu não cantasse, sabe? Eu já nasci cantando. Então sempre fui uma criancinha artista, comecei cantando na igreja, eu fui criada na igreja. A minha família é muito unida, todo mundo mora perto lá na zona oeste. Então esse costume de ir à igreja é muito forte na minha família e lá na igreja que eu frequentava, tinha muita música, era muito vivo, assim, na questão musical, então eu sempre estive envolvida nos corais, em tudo que envolvia música. E logo após, mais velha, aos 18 anos, quando já não estava mais na igreja e entrei na universidade, eu me senti mais livre para poder explorar minha musicalidade de outras formas, fora da religiosidade, né? E aí foi quando frequentei rodas de rima e eventos do movimento estudantil, que eu me descobri DJ e, logo após, eu me descobri também uma MC, uma cantora. Foi na universidade em 2018 que eu lancei minha primeira música e de lá para cá eu lancei outras músicas, dei continuidade ao meu trabalho. Resumindo um pouco essa história de como a música sempre fez parte da minha vida. Então, eu meio que não penso que eu comecei a fazer música em algum momento, mas sim que ela sempre esteve presente na minha vida de diferentes formas.

    • O que você acha que diferencia o seu olhar dentro da música hoje? Como isso aparece no seu trabalho?

    O que eu acho que diferencia meu olhar dentro da música hoje é, principalmente, o jeito que eu componho as minhas melodias, sabe, a minha voz, a harmonia que eu coloco em tudo, a mistura de todas as referências que eu tenho, de todas as músicas que eu ouço, de todos os livros que eu leio. Eu acho que assim eu consigo criar uma identidade artística e musical muito própria, sabe? Buscando referências dentro do meu próprio universo. Então tudo que eu faço tem muito das artistas que eu ouço, das artistas que eu gosto, de tudo que eu consumo e eu acho importante consumir coisas que vão enriquecer o seu trabalho, sabe? Então acho que hoje em dia o meu trabalho tá muito mais maduro porque eu amadureci, em termos de idade e mentalmente também Mas porque quanto mais madura a gente é, mais referências também a gente tem. Quanto mais a gente vive, mais referências a gente tem no cotidiano, nas coisas que a gente vê e vive, sabe?

     

    • O que te motivou a criar esse álbum e como foi o processo criativo — da ideia inicial até as gravações?

    Eu iniciei esse trabalho primeiro com músicas soltas. Eu já tinha algumas composições muito antigas de uns cinco anos atrás. Já tinha algumas músicas que eu tinha feito com amigos produtores aqui do Rio, antes de ir para São Paulo e encontrar o Iuri. Então, o “ECLIPSE” nasceu primeiramente da música “OBSESSÃO”. Eu já tinha feito com meu produtor, meu amigo e produtor CARLO. E, a partir dessa música, eu comecei a pensar nessa história de apego e desapego, de “8 ou 80” de uma mulher que vive o tempo todo nas extremidades das suas emoções e que procura o equilíbrio. Então, o disco nasceu dessa ideia de compor músicas que falam sobre isso. Sobre apego, desapego, autoconhecimento. Então, eu fui juntando essas composições que eu tinha e depois pensando num universo onde encaixar elas. E aí, a gente começou esse processo criativo com o Iuri Rio Branco no estúdio, onde a gente fez um processo bem intenso, assim, de sessões, onde a gente pegava duas semanas, ia todos os dias para o estúdio de manhã até a noite e foi um processo muito gostoso e legal assim de se fazer. Fluiu muito bem as composições e eu tava lendo muitos livros nessa época, então isso ajudou muito nas composições, no meu processo criativo. Às vezes eu ia para o estúdio já com uma composição e o Iuri vinha com o instrumental, ou às vezes a gente construía instrumental ali junto e a composição saía, ou saía só a metade, depois eu ia correndo para casa e passava a madrugada escrevendo… Foi um processo de imersão bem legal que eu sempre quis fazer, de me trancar no estúdio e ficar produzindo. O processo criativo mesmo de composição, durou acho que uns anos e anos, assim, mas o disco mesmo a gente fez em dois meses, porque eu já tinha essas composições de antes e lá fluiu muito rápido.

     

    • Você costuma pesquisar referências para construir seus projetos? Como isso entra no seu processo?

    Eu acho que o trabalho do artista, principalmente músicos, cantores… acho que o nosso trabalho é 24 horas por dia buscando referências. Tem um artista que eu gosto muito, que é o Mano Brown, ele disse uma vez que o artista tem que ouvir música, entendeu? Se você é artista, você tem que tirar um horário do seu dia para ouvir música, para pesquisar… e eu levo isso muito a sério, sabe? Mas, para além de ouvir muita música, eu leio muito também, então acho que a música e os livros são minhas principais fontes de referência. E, fora as minhas divas né, que eu amo, que eu usei muito de referência para fazer esse disco. Eu fiz uma playlist de todas as minhas musas inspiradoras, então tem a Aaliyah, tem a Erykah Badu, tem Sade… várias artistas que eu curto muito, tanto da velha guarda, quanto artistas da música contemporânea, tanto internacionais quanto brasileiras. Eu gosto muito, muito, muito de ouvir artistas femininas, artistas do new soul, do rap e eu fico muito feliz de poder misturar todas essas referências e fazer uma vibe só minha.

     

    • E quando surgem bloqueios criativos, como você costuma lidar com esses momentos?

    Eu confesso que eu não sou uma artista que, pelo menos, até agora enfrentei muitos bloqueios criativos, porque eu acho que quando você está em constante busca de referências, o bloqueio criativo às vezes não vem tanto, sabe? Mas eu tenho uns rituais para me fazer mais criativa, que são: estar sozinha no quarto, ouvir música, escrever as músicas à mão… eu amo, eu tenho um livro, o caderninho que eu escrevi todas as músicas do álbum, e é um caderno todo rabiscado. Isso me ajuda muito a colocar o que tá na minha cabeça pro papel, sabe? Eu acho muito melhor do que no celular. Isso é uma coisa que pode ajudar num bloqueio criativo, ouvir coisas novas, artistas novos que estão surgindo, trabalhos novos que estão surgindo. Ler muito, né? Um bom escritor sempre vai ser um bom leitor. Então eu acho legal também não forçar. Eu faço música quando eu tô a fim de fazer música, sabe? E aí todas essas referências, todas essas essas leituras só fluem na hora que eu sento para poder escrever. E é isso, também essa coisa de estar sempre com o caderno facilita muito, porque eu ando com esse caderno para cima e para baixo. Então, sei lá, às vezes eu tô na rua, às vezes eu tô no ônibus, às vezes eu tô em casa fazendo algo e me surge uma ideia, eu já corro e anoto nesse caderno. Quando surge um bloqueio criativo, eu abro esse caderno com várias frases desconectadas que eu anotei ao longo dos meus surtos criativos e aí surge uma nova ideia de uma frase e por aí vai

     

    • Existe um conceito central que conecta o álbum, certo? Como surgiu o título e o que ele representa pra você?

    O conceito que une o álbum todo, além da sonoridade dele, que conecta todas as faixas, é o próprio conceito do nome, “ECLIPSE”, que une tudo quando você ouve o álbum completo. Porque traz esse sentimento de dualidade que todo mundo carrega dentro de si, de luz e sombra, sabe? De apego e desapego, de autoconhecimento. Então, o disco fala sobre isso e todas as músicas falam sobre isso. Todas as músicas tem esse desequilíbrio e depois busca o equilíbrio de novo. E, para mim, o eclipse significa isso. É um fenômeno onde a luz encobre a sombra ou a sombra encobre a luz, mas que os dois estão ali coexistindo juntos. Eu acho que todo mundo é assim, que é isso que conecta todo o álbum e todo esse sentimento que o álbum traz.

    • Tem alguma faixa que você sente que resume bem a essência do disco?

    Bom, tem várias faixas que eu amo, que eu acho que traduzem bem a essência do disco. A “SUBMERSA”, acho que ela é um som muito gostoso e o instrumental dela, acho que mostra sim a essência do disco. E, sou eu também. Todos os R&B’s do disco, eu acho que mostram bastante, que traduzem bastante o universo do disco. A música “MANIFESTO”  também, eu acho que traduz muito. Ela fecha com chave de ouro o disco, traduzindo tudo que eu acredito, tudo que eu tô manifestando neste momento para minha vida e que em tempo real tá acontecendo. Então, é muito louco escrever algo e realmente ver acontecer, é uma música que eu acho muito poderosa. “QUENTE” também acho que traduz legal porque ela tem os coros cantados e as partes rimadas, então tanto a composição quanto o flow e o instrumental fecham traduzindo melhor o disco.

     

    • Como descreveria a sonoridade deste trabalho em comparação aos anteriores? Houve alguma mudança de direção no estilo ou algo novo que vocês decidiu explorar musicalmente?

    Acho a sonoridade desse trabalho diferente dos outros trabalhos que eu lancei, principalmente por conta do investimento que a gente teve nesse trabalho, então a gente conseguiu fazer um som de melhor qualidade porque antes eu gravava em home estúdio ou em estúdios de amigos. Então esse trabalho traz uma sonoridade em qualidade sonora mesmo de som melhor, mais trabalhada com equipamentos incríveis que eu tive acesso no estúdio do Iuri, sem contar na composição do Iuri que é muito rica também. Então, eu trouxe meus produtores antigos também, como o CARLO, para poder participar do processo criativo, só que o próprio processo do Iuri enriqueceu muito a sonoridade do disco, porque ele trouxe instrumentos, trouxe uma direção musical, toda a experiência dele enquanto produtor já renomado no mercado para esse disco e eu acho que o que acontece de diferente é uma evolução das coisas que eu já estava fazendo – porque nos outros projetos você vai encontrar alguns dos gêneros que eu coloquei no disco como o Garage, como o drill, o boombap, o próprio R&B, neo soul que eu faço. Tudo isso, todos esses gêneros já fazem parte do meu repertório. Só que é isso, a sonoridade, a qualidade do som tá melhor. Então é muito bom para mim, muito realizador, poder ver finalmente o meu trabalho sendo refinado, sabe? Eu sinto que houve um refinamento do meu próprio trabalho que eu já vinha fazendo. Houve uma direção musical realmente que fez toda a diferença.

     

    • Tem alguma música ou verso que te atravessa de forma mais pessoal?

    A música que mais me atravessa de forma pessoal é “MULHER”, porque eu fiz essa música há muitos anos atrás mesmo, ela é um poema de uma de uma das minhas escritoras favoritas, que é a Beatriz Nascimento. Eu sou apaixonada pela Beatriz Nascimento e a música é parte de um poema dela que se chama “Sonho”. Então, o verso basicamente é esse poema e fala muito sobre uma mulher que não que não se permite estar em um lugar em que ela não cabe, sabe? E isso me atravessa muito, todo o poema, toda a forma que ela foi escrita. O tanto tempo que eu tenho ela e a certeza que eu tinha em mim que ela era para um momento grande e um momento especial, sabe? Eu tô muito feliz que finalmente vou lançar essa música, o que eu pensei há 5, 6 anos atrás realmente se concretizou e eu realmente fiz bem em guardá-la para esse momento.

     

    • Quais sentimentos ou ideias você queria que as pessoas levassem ao ouvir o álbum?

    Eu quero muito que as pessoas se emocionem junto comigo ouvindo esse álbum. Quero muito que as mulheres, principalmente, ouçam com carinho o que eu tô dizendo sobre relacionamentos, sabe? Sobre autoconhecimento, manifestar e acreditar no seu próprio futuro. Então, é um álbum que traz um lado romântico, mas também traz esse lado de empoderamento, de autoconhecimento. Eu quero que as pessoas possam sentir isso, possam relaxar ouvindo, possam ouvir nas ruas, nas festas. Quero muito que toquem nas festas, que as pessoas se sintam tão felizes, lindas, poderosas, magnéticas.

    • Como foi pensar o universo visual do projeto — capa, estética, identidade?

    Bom, eu já tinha um conceito na minha mente. Não é difícil você pensar no conceito quando a gente pensa em eclipse, aí eu quis começar a era pelo Sol. Então, foi quando a gente lançou “QUENTE” com Os Filhos do Dono, que foram os diretores do videoclipe. É um clipe bem solar, colorido e a gente trabalhou essa identidade visual do Sol, colocamos um Sol de foto nas redes sociais e divulgamos esse single dessa forma. Aí, após a gente lançar esse clipe, conversamos com o Gabe Lima, que é o diretor criativo de todo o conceito visual do disco, e aí ele apresentou um outro universo para a gente, sabe? Saindo da caixinha. Ele trouxe o eclipse de uma forma não literal e foi muito bom. Ele apresentou isso de uma maneira muito rica, muito diferente e que diferenciou total a identidade visual do projeto porque saiu do óbvio e trouxe o conceito de eclipse como ele realmente é, sabe? A luz, a escuridão. Os visuais tem muito disso, a própria capa, né? Foi uma era sendo construída a partir do nome e a partir dessa troca de ideias com o Gabe Lima. Eu fico muito feliz quando visualizo toda a estética desse projeto, porque realmente começou no sol e foi escurecendo, virando um eclipse assim, então, realmente, a gente fez de tudo para a identidade visual funcionar como o próprio fenômeno.

    • O que você imagina pros desdobramentos visuais, como clipes e apresentações ao vivo?

    Nós temos 12 visualizers para todas as faixas. Então, a gente vai subindo, liberando no YouTube, nas redes sociais, nas plataformas digitais também, esses visuais que contam essa história do eclipse, desse universo, né? Eu quero muito que os shows e as apresentações ao vivo contem essa história também. Estou trabalhando uma direção musical e uma direção artística para o show, para que a gente possa contar a história do disco bem alinhada com os visuais, porque deixa para a interpretação do público também sobre um eclipse, sabe? O que pode ser esse fenômeno na nossa vida, o que esse fenômeno mexe com a gente. Enfim, eu quero muito que as pessoas entrem nessa onda e possam interpretar à sua maneira todo esse universo que a gente criou, tanto vendo os visuais na internet enquanto vendo as apresentações ao vivo.

    • O que esse álbum representa dentro da sua trajetória?

    Esse álbum representa a realização de um sonho para mim, a realização de um sonho junto com uma amiga que é a Clara Moneke, e eu me sinto muito feliz e extremamente realizada de estar fazendo isso junto com ela, sabe? De estar finalmente podendo viver da minha música, trabalhar com a minha música 24 horas por dia, sem ter que estar em outros trabalhos paralelos e esse projeto significa isso para mim dentro da minha trajetória. Até agora isso aqui é o auge, assim, da minha carreira, é o momento mais lindo, é o momento que parece que é o resultado de tudo que eu fiz até agora e eu vou para sempre lembrar desse momento. Tá sendo muito importante para minha trajetória, acho que vai ser um divisor de águas daqui para frente tudo que a gente tá fazendo visualmente musicalmente com esse projeto.

    • E olhando pra frente, que caminhos você ainda quer explorar na sua música?

    Bom, daqui para frente, eu quero muito apresentar o disco, fazer shows, fazer turnês e apresentar o disco para o máximo de pessoas possíveis. Quero muito que ele reverbere, que seja muito ouvido e que traga muitos frutos bons para a gente. Mas, para além disso, eu quero cada vez mais sofisticar o meu trabalho, amadurecer mais a minha sonoridade, a minha composição. Então, daqui para frente, eu quero continuar fazendo música cada vez mais, aprimorando o meu trabalho, deixando ele cada vez melhor, com a produção melhor, com a qualidade melhor, sabe? E é isso que eu almejo, eu quero fazer outros álbuns, quero lançar singles, fazer colaborações com artistas que eu admiro, mas eu me vejo muito uma artista de “era”, sabe? De álbuns assim, gosto muito de fazer projetos fechados. Então, eu já tô pensando até numa próximo ideia já. E eu acho que tem que ser assim, a sua mente tem que sempre ser ativa, sempre buscando a evolução, o aperfeiçoamento e o amadurecimento, da sua arte também.

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