por Nuta Vasconcellos

O mês de maio marcou um nova era nos direitos dos homossexuais no Rio de Janeiro: uma série de medidas foi assinada pelo prefeito Eduardo Paes para promover a identidade LGBT e combater o preconceito.
Uma delas é o selo “Rio Sem Preconceito”, que está exposto em estabelecimentos comerciais e repartições públicas. Esse selo identificará lugares cujos funcionários tiverem passado por um curso, que será oferecido pelo governo, a respeito dos direitos LGBT. Essa lei garante por exemplo que no município ninguém pode discriminar pessoas em virtude de sua orientação sexual e ainda assegura o direito da demonstração de afeto público.
Quem está à frente como coordenador da campanha é o estilista Carlos Tufvesson, que bateu um papo com o FFW:
Carlos, o Fashion Rio está junto na campanha do “Rio sem preconceito”; qual a importância que você vê em um evento como este vestir a camisa?
Eu acho de extrema importância não só um evento do tamanho do Fashion Rio se unir à campanha como o fato de ser um evento de moda. O “Rio Sem Preconceito” é antes de tudo uma bandeira contra o preconceito em geral, não somente aos homossexuais. Hoje em dia nem tanto, mas no começo da minha carreira sofri muito preconceito por ser estilista. Ainda é, sim, um meio em que as pessoas sofrem preconceito. Outro ponto importante é o fato da moda ser imediatista, o que ajuda a acelerar a divulgação da campanha.
Qual tipo de comportamento pode ajudar na divulgação da campanha e no cumprimento dessa lei?
Como toda campanha, o resultado vem a médio e longo prazo. O principal agora é isso estar na visão da sociedade. Os homossexuais também têm que saber seus direitos. Não ter medo de denunciar. Isso é o mais importante agora, quem sofre preconceito não pode se calar.
A campanha também tem vídeo, e conta com anônimos e famosos: