Mantendo o protagonismo após o sucesso de Emma Chamberlain no Met Gala, o diretor criativo Miguel Castro Freitas redireciona o foco para um aspecto mais introspectivo. Para a coleção pré-outono 2026, ele convocou o fotógrafo Rafael Pavarotti e a modelo Saskia de Brauw para dar vida à linha “The Wardrobe of Identities”. Em vez de catálogos, a grife construiu um relato visual.

Saskia de Brauw na campanha da coleção pré-outono 2026 da Mugler – Foto: Rafael Pavarotti/Divulgação Mugler
“Mugler representa o poder da transformação, a ideia do ser e do devir, e pensamos que esta coleção deveria abordar como essa transformação do eu acontece ao longo do dia”, declarou ele à Women’s Wear Daily. Conhecendo a modelo há anos, o designer explorou, sob luz natural, a transição entre a elegância minimalista e o magnetismo de uma femme fatale.

Saskia de Brauw na campanha da coleção pré-outono 2026 da Mugler – Foto: Rafael Pavarotti/Divulgação Mugler
“Ela personifica perfeitamente a mulher Mugler moderna”, pontuou o estilista. Além disso, ele completou: “Acredito firmemente que há poder na vulnerabilidade, e ela carrega precisamente essa essência de ser muito segura de si e, ao mesmo tempo, muito vulnerável.”
Novos diálogos e a estética cotidiana
Ademais, a conexão criativa com Pavarotti surgiu de forma orgânica. “Nos encontramos para um café e foi uma experiência incrível. Tínhamos muita coisa em comum. Falamos sobre poesia na maior parte do tempo, na verdade não falamos muito sobre moda”, recordou Freitas. Por isso, a parceria buscou subverter expectativas através de uma abordagem naturalista.

Saskia de Brauw na campanha da coleção pré-outono 2026 da Mugler – Foto: Rafael Pavarotti/Divulgação Mugler
“A ideia da colaboração era nos desafiar a fazer algo inesperado para ambos os lados, e é por isso que há algo bastante naturalista na forma como abordamos a sessão de fotos”, explicou o estilista. Com styling de Robbie Spencer, a campanha estreia nesta sexta-feira, chegando a lojas físicas e plataformas digitais.
Além da alfaiataria, surgem peças casuais. “Parece quase uma peça antiga que você guarda no seu acervo, herdada da sua mãe ou da sua avó”, comentou sobre o lenço vintage. “Há um toque retrô kitsch que eu acho bem interessante para explorar”. Portanto, refletindo sobre o Met Gala, o designer define seu objetivo final: “Considero minha missão tentar conciliar esses dois mundos”, concluiu Freitas.