Para a maioria dos designers, um pedaço de papel manchado de mofo seria algo para descartar. Por outro lado, para JiyongKim, isso vira fonte de inspiração. O visionário coreano construiu sua marca em torno da beleza da transformação natural. Ele busca referências em peças vintage e objetos garimpados que carregam, inevitavelmente, as marcas do tempo.

Em vez de contrariar os efeitos da natureza, suas criações os acolhem. Essa filosofia autêntica se estende à sua aguardada colaboração com a PUMA, apresentada na “Pitti Uomo 110”. O modelo escolhido foi o PUMA CELL GEO 1. Como resultado, ele ganhou uma leitura fascinante com uma estampa all-over inspirada em papel envelhecido.

Segundo o Hypebeast, o design remete a folhas que mudaram de cor aos poucos devido à exposição à sujeira, ao mofo, à umidade e à própria decomposição. O resultado é um tênis com aspecto vivido e profundamente orgânico. Ele parece um objeto que evoluiu naturalmente ao longo de décadas, desafiando, assim, a estética industrial dos produtos novos.
A beleza na imperfeição
Esta peça representa uma continuidade à altura da fascinação constante de Kim pela imperfeição. Além disso, ela explora a linguagem visual inesperada criada pelas mudanças do ambiente. O conceito transforma sujeira e mofo em elementos de sofisticação, garantindo que, portanto, nenhum par seja exatamente igual ao outro.

Embora os detalhes oficiais sobre o lançamento ainda sejam escassos, o primeiro vislumbre sugere uma exploração profunda dos temas que definem o trabalho do designer. Ou seja, o tempo e a transformação permanecem como pilares fundamentais. Por fim, com lançamento previsto para novembro, o modelo promete ser um marco na intersecção entre o streetwear e a arte conceitual, celebrando a beleza daquilo que está em constante mudança.