É oficialmente tempo de alta-costura Schiaparelli em Paris! Nesta segunda-feira, 26, a Semana de Moda de Alta-Costura primavera/verão 2026 começou com a maison abrindo o calendário, como já se tornou tradição. Sob a direção criativa de Daniel Roseberry, a coleção intitulada “The Agony and The Ecstasy” reafirma a capacidade da casa de transformar moda em espetáculo artístico.
Desde o primeiro look, a Schiaparelli deixa claro que a temporada será marcada por narrativas visuais intensas. A coleção aposta em silhuetas esculturais, referências surrealistas e um trabalho manual extremo — elementos que fazem parte do DNA herdado de Elsa Schiaparelli e reinterpretado de forma contemporânea.
Entre as criações apresentadas, um vestido em especial concentrou todos os olhares na passarela. A peça, que exigiu mais de 8 mil horas de trabalho artesanal, traduz com precisão o espírito da alta-costura Schiaparelli. Trata-se de um vestido sereia com duas camadas generosas de babados e um corset dramático, que desenha a silhueta de um corpo em contraste gráfico.
O fundo preto profundo serve como base para o azul intenso que recobre o corset. Para alcançar esse tom específico, o ateliê misturou nada menos que 27 tonalidades diferentes de azul, um processo minucioso que evidencia o nível de excelência técnica envolvido.
Artesanato extremo
Além da complexidade cromática, os números por trás da criação impressionam. A barra do vestido foi inteiramente adornada com 65 mil penas falsas, aplicadas uma a uma para criar movimento, volume e impacto visual. O resultado é uma peça que ultrapassa a ideia de roupa e se aproxima de uma obra de arte vestível.
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De acordo com a Glamour BR, esse tipo de construção reafirma o posicionamento da Schiaparelli no mercado de luxo contemporâneo. Em um momento em que a indústria debate ritmo, consumo e valor, a alta-costura surge como território de resistência, onde tempo, técnica e imaginação seguem sendo protagonistas.
Ao abrir a Semana de Alta-Costura, a Schiaparelli reforça seu papel como uma das maisons mais comentadas do calendário parisiense. Por fim, mais do que apresentar roupas, a marca cria imagens pensadas para circular globalmente, dominar redes sociais e alimentar o imaginário fashion.
Assim, o vestido de 8 mil horas não é apenas um feito técnico. Ele simboliza o poder da alta-costura como ferramenta cultural, criativa e estratégica dentro do mercado de luxo atual.