Para criar burburinho e comentários em torno do lançamento da terceira edição de sua revista, a “LOVE“, Katie Grand está soltando a cada dia uma capa/preview diferente. Começou com Lara Stone, depois com Janeil Williams, Kristen McMenamy, Daria Werbowy, Amber Valetta, Natalia Vodianova e agora Naomi Campbell e Kate Moss, no mesmo formato de nus a lá Irving Penn com as devidas tarjas estrategicamente posicionadas.
As fotos são da dupla Mert Alas e Marcus Piggot e o tema da edição é fashion icons (“ícones da moda” em português). Ninguém sabe qual vai ser a capa oficial ou se todas vão para as bancas dia 8 de fevereiro, mas uma coisa é certa: essa edição tem tudo para esgotar como aconteceu com a primeira, com Beth Ditto na capa, em 2008.
Quatro obstáculos, duas horas de espera, um camarim, 3 perguntas, uma modelo: eis o resumo da passagem de Lara Stone pela Bienal.
A top chegou com uma entourage formada pelo namorado, pelo empresário e por mais três assessores de imprensa nacionais e, um pouco atordoada pelo número de pessoas que tiravam suas fotos, foi rapidamente isolada em uma sala particular no backstage da Forum Tufi Duek.
Pelo entra-e-sai do espaço, alguém de fora poderia imaginar algo como: Lara estava com frio, então chegaram roupas. Lara estava com preguiça, então chegou uma camareira para vesti-la. Lara estava com fome, então chegou comida. Lara foi ao banheiro, então todo mundo foi acompanhá-la (este é fato). Lara estava solitária, então chegaram fotógrafos, diretores, maquiadores e outros mil.
“Não sei quando percebi o sucesso, na verdade. Acho que foi quando ganhei um guarda-costas. Achei exagerado, mas agora penso que foi uma boa ideia.” Isso, ela explicou, aconteceu ontem.
Quando chegou afinal o glorioso e semi-exclusivo meio minuto do FFW com a favorita de Carine Roitfeld, foi tão rápido que mal deu para reparar nas ações da holandesa fora das passarelas, exceto sua evidente timidez diante da imprensa – câmeras eram terminantemente proibidas.
“Adoraria ter uma família e ser uma dona-de-casa, e logo”, disse antes de beijar o namorado, o comediante David Williams. Planos simples para alguém que, aos 26 anos, quebrou paradigmas em uma das indústrias mais competitivas do mundo.
Como já havia sido divulgado anteriormente, a top Lara Stone virá ao Brasil em janeiro de 2010 desfilar para a Forum Tufi Duek durante o SPFW. O que pouca gente sabe é que a Aüslander, grife de Ricardo Brautigam que desfila no Fashion Rio, estaria negociando a vinda do modelo masculino mais querido entre os fashionistas do mundo inteiro: o texano Cole Mohr.
Com uma certeza numa mão (Lara) e um boato na outra (Cole), o portal FFW traça um perfil desses dois nomes que, por serem totalmente fora do perfil do mercado (ele super andrógino e ela levemente gordinha), se tornaram referências de estilo dentro e fora das passarelas e revistas de moda. E mais: ambos confirmam a tese de que hoje em dia, ter só um rostinho bonito não basta.
Holandesa, 26 anos, começou a carreira em 1999 participando de um concurso da agência Elite. É um mix de Brigitte Bardot, Kate Moss, Gretta Garbo e um pouco de genética misturada do pai inglês com a mãe holandesa. Tentou se enquadrar dentro dos padrões do mundo da moda e não conseguiu, chegando a pensar em desistir da carreira de modelo. Foi quando conheceu um agente da IMG e entrou para o casting da agência. Depois de virar queridinha da editora Carine Roitfeld da “Vogue Paris” e de Ricardo Tisci da Givenchy, Cathy Horyn(crítica de moda do “New York Times”) dá o veredicto: “Lara é a antimodelo, por conta do corpo avantajado”. A modelo, por sua vez, desabafa: “Eles falam que você está com curvas, mas você sabe que isso significa que você está gorda!”.
Eleita a garota do ano pela “Vogue UK”, Lara está em seu melhor momento: é a nova garota-propaganda da Louis Vuitton, em fotos de Steven Meisel, ocupando assim o lugar que pertencia à ninguém menos que Madonna. Mas não é a primeira vez que isso acontece, afinal, em 2007, Lara tomou de Kate Moss o posto de garota-propaganda da Calvin Klein.
Abaixo, Lara e Baptiste Giacobini no curta-metragem da Chanel dirigido por Karl Lagerfeld:
Camaleoa, virou negra esse ano em editorial da “Vogue Paris”, revista que dedicou uma edição inteira para ela em 2008. Já no começo de 2010, ela estampa a capa da terceira edição da revista “LOVE”, de Katie Grand. Em entrevista à “Vogue Hommes International”, Lara dá a receita do seu homem perfeito: “Seria um mix de Johnny Depp, Clive Owen e Olivier Martinez”. Pra terminar, ela odeia que a chamem de fofa. Recado dado, garota de personalidade forte.
Nasceu no estado do Texas (EUA), tem 23 anos e começou a carreira em 2006 desfilando para a Dior Homme e, por causa disso, acabou caindo nas graças de Hedi Slimane, então estilista da marca que acabou transformando Cole na imagem perfeita do novo homem da grife: magro, andrógino, cheio de atitude e com pegada rocker. Depois disso não parou: virou referência de estilo para os modernos e para o mercado de modelos, que começou a selecionar cada vez mais meninos tatuados e exóticos para seus castings. Em 2007, encarnou o diabo para a revista “V” ao lado da brasileira Raquel Zimmermann, em fotos de David Sims. Foi um dos editoriais mais impactantes daquele ano.
Em 2008, foi estrela da “Arena Homme”, aparecendo em editorial com seu amigo e também modelo Luke Worral, em fotos de Juergen Teller, o mesmo que o fotografou para a campanha de Marc Jacobs (também em 2008), causando polêmica com imagens que mostravam Cole super à vontade usando vestidos e peças femininas da marca. Em 2009, na lista dos modelos masculinos mais bem pagos da Forbes, apareceu entre os 10 primeiros. De acordo com o jornalista Lula Rodrigues, especialista em moda masculina do jornal “O Globo” (veja o post aqui), Cole Mohr “é o modelo de homem do século 21″.
Alguém dúvida? Abaixo, Cole Mohr nos bastidores da campanha da Barney’s: