Vintage, maximalismo e animais: as tendências de joias e bijus

13/05/2010

por | Moda

Colaborou Stephanie Noelle

As mais de 200 marcas expositoras da 49ª Bijoias atenderam, entre 4 e 6 de maio, em São Paulo, cerca de 12 mil compradores atrás de novos acessórios, bijuterias e joias.

Entre todos esses designers e fabricantes, o portal FFW distinguiu algumas coisas em comum. Primeiro, a forte influência vintage: brincos longos, formas ovais, detalhes prateados e pedras lapidadas apareceram em diversos stands de bijus e joias.

Outra tendência são os aneis gigantes, que fazem o statement sozinhos. Eles apareceram com mais frequência como peças de uma pedra só (que pode ter até 5 centímetros de diâmetro), sustentada por um anel de aro fino.

Houve uma presença notável de peças inspiradas em motivos animais: raposas, cobras, gatos, cavalos, sapos, pavões… Estava tudo lá; os costumeiros elos de metais ganharam glamour com banhos de prata e ouro e aplicações em pedrarias.

O FFW também notou que os maxicolares apareceram com mais frequência entre as bijuterias, assim como peças costuradas em tecidos ou materiais como cortiça, o que deixa as peças mais leves.

Veja tudo – e mais as peças mais diferenciadas que achamos – na galeria abaixo.


No buraco do Coelho: H.Stern lança joias inspiradas em Alice

06/04/2010

por | Cultura Pop

Tim Burton conseguiu criar um grande hype em torno de sua versão de “Alice No País Das Maravilhas”, que chega ao Brasil no dia 21 de abril. Recentemente, foi divulgada mais uma linha de produtos derivados do filme: Alice inspirou uma coleção de joias desenvolvida pela H.Stern em parceria com a Disney.

alice-tim-burtonCena de “Alice no País das Maravilhas”, do diretor Tim Burton: rosas, cogumelos e personagens do filme inspiram as joias da H.Stern © Divulgação

Ao time de criação, Robert Stern pediu: “façam algo surpreendente”. O resultado é uma coleção de cinco anéis que retratam criaturas fantásticas da obra, incluindo o famoso Gato Risonho – em sua versão joia, ele até brilha no escuro.

Nem os preços nada amigáveis das peças (feitas sob encomenda) tiram a atenção da riqueza de detalhes. Aliás, de acordo com a marca, foram feitas dezenas de versões antes dos resultados finais, que apresentam dois tamanhos: uma “dimensão humana” e uma “dimensão extraordinária”, em brincadeira com as proporções da história de Alice – os anéis chegam ter mais de 10 centímetros de altura!

Na galeria, veja quatro das criações (a 5ª, uma versão do monstro Jabberwocky, ainda não foi divulgada), que estarão à mostra em abril, na loja da H.Stern do Shopping Cidade Jardim, em São Paulo.

UPDATE: um novo vídeo promocional da joalheria mostra o Jabberwocky, um anel duplo prateado.

H.Stern
ONDE Shopping Cidade Jardim: Avenida Magalhães de Castro, 12000, Loja 19/20 – São Paulo
CONTATO (11) 3758-3480
+ www.hstern.com.br

Ficção-científica, prata e ouro: as joias de Akasaka para a Ellus

23/12/2009

por | Moda

Quando era criança, o designer Fernando Akasaka tinha os sonhos de todo menino: queria ser “jogador de futebol, piloto, músico…”. Mas, também como a maioria dos meninos, acabou virando engenheiro e administrador de empresas. Até que, em 2006, a paixão pelo design falou mais alto e ele fundou a F.AKASAKA, grife de móveis, luminárias e objetos de decoração que ganhou fama pelo seu traço sci-fi e futurista, e também pelo emprego de materiais nobres e sofisticados, muitas vezes espelhados. O seu banco “Cowboy Junkie”, por exemplo, se tornou um case do design tupiniquim nas rodas internacionais, rendendo menções ao brasileiro nas principais publicações sobre o assunto no mundo – de “Vogue” à “Lapiz”, “Desire” e “BlackBook”.

Talvez pra celebrar o sucesso – ou seria porque sua criatividade não enxerga limites? – Fernando acaba de lançar uma segunda marca, a LE BLOB, que já nasce com uma incrível coleção de 200 joias inspiradas em formas orgânicas. É nítida a semelhança dos pequenos adornos com um dos recentes trabalhos de Akasaka, as luminárias “Frankie I” e “Frankie II“, que já apontavam para um clima de ficção-científica que é apenas sublinhado pelo lançamento das joias.

Qual a peça favorita do designer? “É sempre a última – no caso um pingente de dragão japonês para uma gargantilha”, revelou ao FFW.

Todas as joias são feitas em prata de lei ou ouro 18 quilates e, portanto, muito reluzentes. Pra manter o brilho, Fernando aconselha: evite o contato direto com produtos químicos e limpe periodicamente a joia em três etapas: com produtos de limpeza específicos (como o famoso Silvo), com sabão neutro e  por fim seque-a com uma flanela, de preferência macia. Quem tem prataria, sabe que a dica é valiosa.

Para o futuro, Fernando pretende posicionar a nova marca no mercado brasileiro e quer continuar criando para suas duas empreitadas, tanto na seara do mobiliário quanto no design de joias. Ponto para ele, que se arrisca com criações menos comerciais num mercado tão competitivo e elitista. E ponto para a Ellus, que aposta neste novo talento do design nacional.

As peças são vendidas exclusivamente nas quatro flagships da Ellus, em São Paulo.

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Joias da grife LE BLOB, do designer Fernando Akasaka – estética sci-fi em material refinado, à venda nas lojas Ellus de São Paulo ©Divulgação

Site oficial: leblob.com

F.AKASAKA
LE BLOB
Rua José Maria Lisboa, 838 – Jardins – SP (11) 3057-3565
(11) 3885-2609
fakasaka@fakasaka.com
leblob@leblob.com

Mais informações: leblob@leblob.com

H.Stern inspira-se em Galileu Galilei. Cientista que descobriu que a Terra girava em torno do Sol serve de inspiração para a nova coleção de joias da grife

10/11/2009

por | Moda

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Em 1610, em plena Inquisição, o cientista Galileu Galilei adaptou uma luneta em telescópio e anunciou que a Terra girava em torno do Sol, e não o contrário. Foi considerado um herege e quase condenado à fogueira, mas conseguiu salvar a própria pele graças à sua eloquência e aos amigos que tinha no alto clero. Mesmo assim, só foi oficialmente absolvido pela Igreja Católica há uma década, em 1999.

Quase 400 anos depois, os criadores da H.Stern inspiraram-se no cientista e adaptaram sua descoberta: em vez de ser o centro da galáxia, o astro, transformado nas 24 joias da Coleção Galilei, feitas em ouro nobre e amarelo e diamantes, orbita em torno de uma constelação feminina chamada mulher
5Algumas peças da Coleção Galilei, da H.Stern ©Divulgação

Veja fotos da campanha, inspirada também pela música “Chão de Estrelas”, de Sílvio Caldas, na galeria.

Entrevista: Victoire de Castellane

14/05/2009

por | Moda

Quando Victoire de Castellane assumiu o posto de diretora criativa do recém-criado departamento de Joias Finas da Christian Dior, em 1998, causou uma pequena revolução: seu amor por pedras exageradas e suas ideias excêntricas iam contra os conceitos de Haute Joaillerie apreciados então.

Na foto, a revolucionária designer Victoire de Castellane, atualmente exclusiva da maison Dior ©Dior PR

Apesar da estranheza inicial, as criações de Victoire acabaram encontrando um nicho de clientes fieis, que se traduziram em bons resultados para LVMH, conglomerado que controla a Dior. Segundo o relatório financeiro oficial, a divisão de relógios e joias lucrou 118 milhões de euros em 2008.

Descendente de uma aristocrática família francesa, a designer desenvolveu cedo, graças à avó, o gosto por joias. Antes de entrar para a Dior, de Castellane trabalhou durante 15 anos na Chanel, com Karl Lagerfeld, o que ela considera “uma experiência fantástica”.

Prestes a completar 11 anos no cargo, Victoire concedeu uma entrevista exclusiva ao site SPFW:

Você disse que “cria joias com o olhar de uma criança”. O que queria ser quando criança? Se lembra da primeira joia que criou?
Sempre quis ser uma designer de joias, comecei a criar quando era muito jovem. Claro, minha primeira criação foi um momento-chave na minha vida. Estava criando joias para mim mesma desde os 5 anos: minha mãe me ofereceu um bracelete, que eu desmontei para criar meu próprio par de brincos; aos 13, derreti minhas medalhas religiosas para criar um anel gigante.

Que tipo de joia você faz: um acessório usável ou uma obra de arte?
Um mix dos dois! Crio joias artísticas que podem ser usadas todos os dias e em todos os momentos.

Aneis “Oui” (de ouro branco e diamantes) e “Excentrique” (de ouro branco, diamantes, morganite, tsavorite, esmeraldas e coral) ©Dior PR

Como funciona seu processo criativo?
Para as coleções de joias finas, tenho a imagem da joia que quero criar na minha mente. Sempre começo com um desenho rápido em um post-it. Depois, explico aos meus desenhistas precisamente o que estou esperando.

As peças do “Coffret de Victoire” [linha de peças únicas feitas com pedras exóticas, criada em 2003], ao contrário, não me vem à cabeça. Não as imagino. Primeiro me apaixono por uma pedra (uma opala da Austrália, um pedaço de coral da Itália ou uma grande jade da China), imagino uma história em volta dela e isso se torna uma joia.

Broche da coleção mais recente do “Coffret de Victoire”, feito em ouro amarelo, ouro branco, diamantes, sfiras roxas e rosas, pérola, madrepérola e coral ©Dior PR

O que te inspira?
Arte, exposições, filmes, fotos em revistas, natureza, mulheres em geral, contos de fada, o universo infantil: tudo! Coloco todas essas influências no meu “sacudidor mental” e as ideias surgem. Este é sempre o começo de uma coleção.

Seu trabalho tem uma característica sonhadora, literária. Você tem uma poeta ou escritor favorito?

Amo contos de fada, filmes de Walt Disney dos anos 1950 aos anos 1970 e os contos de Andersen.

Como é sua relação com John Galliano?
Não trabalhamos juntos mas acho que ambos temos a herança de monsieur Dior em mente quando criamos. Amo o senso de extravagância dele, seu ponto de vista maluco sobre moda. É o que temos em comum, porque aprecio as mesmas coisas quando crio minhas joias.

Você criou joias para “Maria Antonieta”, o biópico de Sofia Coppola. Como foi esta experiência?
Foi ótima, foram dois dias com todo o staff do filme. Conheci Sofia na Chanel, quando ela estagiou lá [nos anos 1990]. É uma pessoa muito gentil.

Que peça você deixaria para seus filhos como herança?
Minhas opalas…

+ www.diorjoaillerie.com