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Moda + Design + Redesenho: veja os ensaios da ffw_MAG! #31

19/09/2012

por | Sem categoria

Design é, acima de tudo, um “redesenho”, uma nova maneira de reconstruir o mundo – e, assim, claro, torná-lo mais bonito, acessível e, especialmente, mais justo.

Descubra o Brasil da diversidade, de todos os estilos, de todos os designs, de todas as suas identidades nos editoriais de moda da edição 31 da ffw_MAG! – (clique nas imagens para abri-las em tamanho maior)

ffw>>mag! #31

22/08/2012

por | Revista

ROSENBAUM E O REDESENHO DO BRASIL

Nós da ffwMag! adoramos design. Em números anteriores, publicamos reportagens e ensaios visuais de grandes nomes como Jeroen Verhoeven; uma seleção de talentosos designers na edição Holanda; uma revista inteira dedicada à questão artesanal x tecnológico; e um material sobre Design for the other 90%, o impressionante projeto que viabiliza soluções para aqueles que mais precisam de ajuda no mundo. Mas tudo isso era somente um aquecimento para essa ffwMag! que você lê agora. Finalmente, temos a oportunidade e o espaço necessários para defendermos aquilo que sempre repetimos quando esse é o assunto. Para nós, o design não é apenas a cadeira, o abajur, o objeto em si. Design é, acima de tudo, um “redesenho”, uma nova maneira de reconstruir o mundo – e, assim, claro, torná-lo mais bonito, acessível e, especialmente, mais justo.

Ninguém no Brasil seria melhor para transformar essa nossa defesa em uma revista inteira do que Marcelo Rosenbaum. Talentoso como poucos, o designer, que começou no mundo da moda, é hoje um grande agregador. Usando sua fama vinda da televisão a favor de seus projetos sociais, Rosenbaum vem fazendo história com iniciativas como o A Gente Transforma, um projeto que conecta o Brasil às suas técnicas mais antigas e, assim, cria um novo caminho para nosso design. Esse homem polivalente não hesitou em aceitar nossa proposta em ser uma espécie de editor convidado dessa edição. Rosenbaum não só sugeriu grande parte dos temas, ele também nos inspirou muito com sua energia contagiante. Quando a equipe da revista o encontrou pela primeira vez, ele de cara lançou o norte da revista:

“No Brasil, somos privilegiados. A solução de nossos problemas está aqui mesmo. Já temos uma cultura incrível, multifacetada, repleta de técnicas únicas. Só precisamos catalisar esse potencial.”

Olhar para nós mesmos. Assim como fizeram os modernistas na Semana de 1922; como fazem os africanos de Moçambique em uma de nossas matérias; como pregou com tamanha persistência uma de nossas homenageadas, a designer Janete Costa, defensora do artesanato brasileiro como elemento principal de nossa decoração; e como fez Geovani Melo, o ex-traficante Cabelo, ao olhar com novos olhos para sua própria vida.

Entretanto, para nós, olhar para dentro não necessariamente é nos ater ao próprio umbigo. É tratar o Brasil muito além do que apenas um país. Podemos ser (e caminhamos para isso) um novo modelo para o mundo. E foi pensando para além de nossas proporções continentais que refletimos sobre nós mesmo olhando também para fora. Alguns exemplos disso: o pesquisador português Frederico Duarte nos responde com propriedade questões fundamentais sobre nosso design; os ingleses Azusa Murakami e Alexander Groves analisam a cidade de São Paulo de uma maneira que nativo nenhum seria capaz; o colorido tropical do pessoal do Populardelujo nos lembra como é divertido ser latino-americano; e o pensamento pioneiro do Food Design transforma nossa relação com a comida (temos certeza que, após conhecer esse projeto, você nunca mais vai ver um pãozinho da mesma maneira).

Mas, antes de você começar a desfrutar esta edição, queremos retomar a ideia de Rosenbaum que também é a nossa: a de que design é mudança de vida. Pense com carinho nos dados da Associação Brasileira de Designers de Interiores. O mercado brasileiro de decoração movimenta 60 bilhões de reais por ano. Já o de artesanato, 57. Estamos falando de mais de 100 bilhões de reais anuais (sim, você leu certo!). Esse número fica ainda mais grandioso se pensarmos que, por trás de tantos zeros, há milhares de brasileiros.

Paulo Borges
Publisher

ffw>>mag! #30

25/04/2012

por | Revista

Costurando histórias

“O urbano é o que define, para o bem e para o mal, a civilização contemporânea”

Diante da proposta de receber uma homenagem desta revista, Costanza Pascolato foi enfática: “Prefiro olhar pra frente”. Portanto, o baú da família Pascolato foi deixado de lado pela oportunidade que a consultora de moda e matriarca da tecelagem Santaconstancia sentiu de homenagear a arte contemporânea mundial e a moda da atualidade. Entretanto, resta uma indagação: como fugir de um passado que envolve grandes estilistas e artistas com quem ela conviveu, seja profissionalmente ou por meio de seu brilho aristocrático.

“Tudo de melhor que me alimenta hoje em dia vem do mundo da arte; me fascina a liberdade que a arte teve em cada época da história: ser pioneira e colocar o dedinho no lugar para o qual, eventualmente, o mainstream não estava olhando”

Colocada diante do espelho da própria história, a ítalo-brasileira que aterrissou no Brasil em 1944, aos 4 anos, fugindo com os pais Michele e Gabriella da Segunda Guerra Mundial, costura histórias de ontem e de hoje mas sempre apontando para o futuro. Autoridade máxima da moda no Brasil, termos comuns que refletem bem a personalidade desta consultora de moda e escritora, Costanza indicou os artistas contemporâneos que mais despertam sua atenção e os novos estilistas que irão fazer a diferença. Além disso, como se não bastasse, nos brinda com lembranças deliciosas que vão de James Franco a Givenchy. Afinal, diante de tamanha elegância e humor, quem não cai nas graças de Costanza, olhando além de seus indefectíveis e inseparáveis óculos escuros?

“O que me interessa é o novo, ou então repetir uma fórmula antiga de uma maneira nova, mas que funcione para as necessidades do presente… Porque as tendências de mercado hoje se confundem com o comportamento. Vivemos em uma liberdade consumista e não digo que seja negativo… É o que é, e a gente se comunica assim”

Quanto ao conceito desta edição, Costanza acertou. Espécie de editora convidada, ela escolheu os temas das reportagens e ainda ilustra o ensaio de moda. Com ela, as tops Ana Claudia Michels e Carol Trentini, com participação especial de Mariana Weickert. O que se vê nas próximas páginas é a reafirmação de um traço de Costanza presentes nas mulheres de sua família. Elas sempre foram vanguardistas.

Paulo Borges
Publisher