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    ‘Varejo brasileiro poderia ser mais barato’, diz editora do WGSN
    ‘Varejo brasileiro poderia ser mais barato’, diz editora do WGSN
    POR Redação

    Durante o Fashion Rio, Francesca Muston, a editora sênior de varejo do bureau WGSN, apresentou as confirmações de Inverno 2010/11 e as direções para o Inverno 2011/12. Aproveitando a passagem da britânica leonina pela cidade, o FFW conversou com ela sobre o varejo brasileiro, a recessão e como processar 15 mil fotos por mês.

    Quando você começou a trabalhar no WGSN?
    Em 2003. Fui uma das primeiras estagiárias, e trabalhava em mais de um departamento. Ouvi falar do WGSN quando estava na faculdade, e eles estavam divulgando o bureau através de cartões de acesso livre.

    E como descreveria seu trabalho?
    Sou uma olhadora de vitrines global.

    Explique um pouco sobre a logística do “What’s In Store”, a seção que fotografa vitrines mundo afora do WGSN.
    São duas pessoas trabalhando em período integral em Londres, além de colaboradores internacionais e freelancers. Também temos pessoas trabalhando full time em Nova York, Los Angeles e Hong Kong.

    Uma vez por mês nos encontramos em Londres e analisamos as mais de 15 000 fotos, contextualizando-as com as tendências de passarela e também as macrotendências.

    As tendências do WGSN são muitas vezes abstratas. Como vocês chegam nelas?
    Levamos em conta fatores psicológicos, econômicos e sociais, além do mindset global naquele momento em particular. O WGSN tem datas em que grupos de diferentes departamentos e cidades se encontram e apresentam suas idéias e pesquisas, e o que surge é uma mistura de comercial e conceitual.

    Parece exaustivo.
    É mesmo. Mal o mês acaba e já começa tudo de novo!

    A recessão influenciou muito seu trabalho?
    Com certeza. A recessão é um período muito interessante porque muda a paisagem do consumo. Assim como outros fatores contribuintes como, por exemplo, o clima global.

    Para ter um cargo como o seu, o que a pessoa precisa fazer?
    Estar sempre atenta. Como disse, não é só a tendência da passarela que importa. Desde a recessão, as pessoas estão pensando mais no que comprar. Nós tentamos descobrir o motivo pelo qual aquele consumidor está comprando o que está comprando. Ele ganhou um bônus? Os feriados estão se aproximando?

    Quais são os pontos fortes e os pontos fracos do varejo brasileiro?
    Entre os pontos fortes, o varejo brasileiro já trabalha com itens-chave, o que cria uma nova maneira de consumo. As peças são caras, mas cuidadosamente consideradas pelo consumidor antes da compra, e também bem pensadas no sentido de detalhes e acabamento, justamente por causa do preço. Um ponto fraco é esse: podia ser mais barato!

    Qual a importância de bureaux como o WGSN para o varejista?
    É inspirar pessoas, entender o mercado, os competidores e o pensamento dos consumidores. Isso torna o produto relevante.

    Já teve algum Hot Look [silhueta ou peça considerada hit pelo bureau] ou macrotendência que você não gostou?
    Pessoalmente sim, vários [risos]. Mas meu trabalho é pensar de várias maneiras diferentes, é ver como essa peça ou essa tendência funcionaria em diversos mercados. Mesmo que eu ache horrível, outros em outro lugar podem achar incrível.

    Você tem alguma cidade-aposta, que tenha uma cena que possa se tornar a nova Nova York ou a nova Londres?
    Acho difícil que alguma cidade substitua Londres ou Nova York dessa maneira, mas gosto muito da cena de Seoul, na Coréia do Sul. Há ali um talento local muito criativo. Acho que a Índia também se tornará importante, principalmente por causa de sua produção manufaturada e seu uso de cores.

    Quais são suas marcas favoritas?
    Kenzo, Chloé, Alexander Wang… Na verdade, uso mais vintage.

    E alguns brechós legais em Londres?
    Gosto muito de uma área chamada Crystal Palace e duas lojas em especial, a Episode e a Rokit.

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