A morte de Valentino Garavani, aos 93 anos, em sua residência em Roma, reacende a memória de um legado que vai além da alta-costura. Encontrando seu símbolo máximo nas mulheres que vestiu ao longo de mais de cinco décadas. Conhecidas como “Val’s Gals”, essas musas não apenas usaram suas criações, mas ajudaram a construir a imagem de um glamour sofisticado, feminino e atemporal. Este marcou o final do século 20 e atravessou gerações.

Fundador de sua maison em 1960, Valentino ficou conhecido pelo rigor técnico, pela obsessão com o acabamento e pelo inconfundível vermelho que se tornou assinatura da marca. Seus vestidos, repletos de laços, babados, rendas e bordados minuciosos, encontraram eco em mulheres que representavam elegância. As famosas Val’s Gals.
Entre elas estavam Elizabeth Taylor, Audrey Hepburn, Sophia Loren e mais nomes que personificavam o ideal de beleza e sofisticação da época. Uma das histórias mais emblemáticas envolvendo as Val’s Gals foi protagonizada por Jacqueline Kennedy, que escolheu um vestido branco da Valentino para se casar com Aristotle Onassis.

Recriação do modelo
Décadas depois, o estilista resgatou esse mesmo modelo, reinterpretado em tom verde-claro, para Jennifer Lopez, que o vestiu no Oscar de 2003. Ademais, em 2001, Julia Roberts também entrou para esse seleto grupo ao receber o Oscar de Melhor Atriz usando um vestido vintage da marca.

Nascido em Voghera, em 1932, Valentino construiu sua trajetória entre Milão e Paris antes de consolidar seu império. Aliás, segundo a Vogue US, sua compreensão profunda do desejo feminino ficou evidente até seus últimos anos. Somo registrado no documentário “Valentino: The Last Emperor (2009)”.
Ao afirmar que sabia o que as mulheres queriam (sentir-se bonitas), o designer resumiu não apenas sua filosofia criativa, mas a essência das Val’s Gals. Assim, sendo estas mulheres que encontraram na moda uma forma de expressão, poder e eternidade.