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    Takashi Murakami leva sua arte pop ao Oriente Médio #$$$$
    Takashi Murakami leva sua arte pop ao Oriente Médio #$$$$
    POR Redação

    Obras presentes na exposição “Ego”, de Takashi Murakami ©Reprodução

    “O Andy Warhol japonês”. É deste modo que muitos ocidentais se referem à obra e à personalidade de Takashi Murakami, ambas marcadas por controvérsias e intenso perfeccionismo. A comparação, que em virtude de diferenças perceptivas pode ser tomada como elogiosa ou pejorativa, não recaiu sobre o artista plástico, no entanto, como um empecilho para a exploração de mercados internacionais. Este mês, Murakami inaugurou em Doha, capital do Qatar, a exposição “Ego”, que ocupa quase 700 m² do Museu de Arte Islâmica e traz mais de 60 obras.

    Takashi Murakami ©Reprodução

    A mostra, que conta com esculturas e pinturas gigantes, é baseada na percepção que Murakami tem de religião e dos conflitos do homem com a natureza. “O tema [da exposição] é religião e como as pessoas a experienciam de modos distintos. Religião é importante aqui [em Doha] e no Japão. Eu queria preencher a lacuna cultural através da importância da religião”, contou o artista ao site Dazed Digital. Um dos destaques de “Ego” é um mural de cerca de 100 m desenvolvido por Murakami como fruto de uma reflexão (pós-tsunami que devastou seu país em 2011) sobre a dominação que o ser humano acredita possuir sobre o meio-ambiente – esse, inclusive, foi o mote para o nome da própria exposição.

    Murakami, ao lado de seus contemporâneos Jeff Koons e Damien Hirst, é a síntese do artista do século XXI: além de criar e confeccionar pinturas e esculturas, o japonês já empreendeu parcerias com marcas de luxo, como a Louis Vuitton e a Comme des Garçons, e com revistas como a “POP”, desenhou uma linha de joias em colaboração com o cantor Kanye West, organiza duas vezes ao ano uma feira de arte em Tóquio (GEISAI), preside uma companhia que promove jovens ilustradores japoneses (Kaikai Kiki Co.) e, dentre essas e outras tantas atividades que fazem parte de seu currículo, tem suas obras vendidas a preços astronômicos (“My Lonesome Cowboy”, peça que apresenta um rapaz se masturbando, arrecadou £9.5 milhões em 2008, cerca de R$ 25 milhões).

    Obras presentes na exposição “Ego” (destaque para o painel de 100 m atrás da escultura) ©Reprodução

    O estilo de Murakami, apesar de extremamente particular, é um reflexo da cultura de massa japonesa pós-Segunda Guerra Mundial. Por meio de referências típicas dos mangás (revistas em quadrinhos) e animes (desenhos animados) japoneses, mescladas a elementos da pop art, o artista criou uma estética caótica, kitsch e muito colorida. No entanto, por trás da aparente inocência das flores, bonecos, cogumelos e de quaisquer itens criados por Murakami, existem sutis toques assustadores ou irônicos, como olhares malignos ou presas e referências ao sexo. Quando ele explodiu, após a parceria com a Louis Vuitton, em 2003, ele foi um símbolo do otimismo, quando o mundo ainda estava sob a sombra gerada pelos ataques ao World Trade Center, em 2001.

    Como a maior parte das obras dos que seguem a corrente artística pop, os projetos do japonês – assim como os de Koons e Hirst – não podem ser dissociados das questões mercadológicas, mas a grande preocupação de Murakami é desenvolver algo que perdure no tempo: “Eu tenho que produzir um trabalho que esteja apto a perdurar e ter relevância em 100 ou 200 anos; como as coisas que estão no [Museu do] Louvre. Essa é a minha principal motivação”, revelou ao jornal inglês “The Independent” em 2010, época em ganhou uma exposição no próprio Museu do Louvre.

    Obras presentes na exposição “Ego”, de Takashi Murakami ©Reprodução

    A exposição ocorrida em 2010 em Paris, aliás, rendeu a Murakami inúmeras críticas de tradicionalistas franceses ou simples críticos a sua obra moderna. As comparações com Warhol têm fundamento, já que o americano também enfrentou oposição a seu trabalho e se aventurou em inúmeras áreas da seara artística. No entanto, o japonês revela em algumas entrevistas uma verdadeira obsessão em ser reconhecido em vida e provar o seu valor: “Seja as pinturas de Picasso ou as minhas, as pessoas querem saber a resposta da mesma pergunta: Isso é arte? Se durante o meu tempo de vida eu puder ajudar a definir essa questão, então terá valido todo o dinheiro que eu ganhar”. O próximo passo de Murakami é fazer filmes ou programas de televisão, tanto que já adquiriu uma unidade de produção em Los Angeles. São os novos tempos; nem mais os ditos artistas conseguem se satisfazer com apenas uma forma de mídia.

    Entrada da exposição “Ego”, Takashi Murakami ©Reprodução

    “Ego”, de Takashi Murakami @  Al-Riwaq Exhibition Hall
    Museu de Arte Islâmica, Doha, Qatar
    De 9 de fevereiro a 24 de junho de 2012
    + Site da exposição

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