A presença de Sarah Paulson no Met Gala 2026 foi uma das mais intrigantes da noite. Conhecida por suas escolhas ousadas no tapete vermelho, a atriz entregou um look que foge completamente do convencional e traz a moda como ferramenta de expressão.
Para o evento, que teve como tema “Fashion Is Art”, Paulson apostou em uma criação da marca Matières Fécales, reconhecida por seu DNA provocador e estética fora dos padrões tradicionais. O vestido, em tons neutros, apresentava uma silhueta exagerada e quase distorcida, com volumes amplos que transformavam o corpo em uma figura escultórica e não convencional.

O visual explorava proporções incomuns, criando um efeito quase surrealista, como se a atriz estivesse vestindo uma instalação artística. A construção volumosa e os tecidos estruturados mostravam essa ideia. Afastando-se de qualquer proposta clássica ou previsível. Em vez de valorizar a silhueta tradicional, o look questionava padrões de beleza e forma.
Outro elemento marcante foi o styling dramático. A maquiagem e os acessórios contribuíam para a atmosfera enigmática da produção, ampliando a sensação de estranhamento e reforçando a proposta conceitual.
Máscara de dólar
No entanto, o que realmente chamou a atenção foi sua máscara de dólar. Sendo um meio de protesto aos patrocínios do Met Gala, segundo a Veja.
Ao cobrir a visão com dinheiro, Paulson constrói uma metáfora visual sobre poder, cegueira social e privilégios. Sendo uma leitura que vai além do visual e entra no campo da performance.
A escolha, no entanto, dividiu opiniões. Enquanto alguns elogiaram a ousadia e a mensagem embutida, outros questionaram a coerência de apresentar uma crítica à elite em um evento conhecido por reunir figuras extremamente ricas.