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    Preparado? Morrissey toca este fim de semana no Rio de Janeiro e São Paulo
    Preparado? Morrissey toca este fim de semana no Rio de Janeiro e São Paulo
    POR Camila Yahn

    O carismático Morrissey ©Reprodução

    Em março deste ano, em três shows em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, sobe aos palcos Morrissey, o mítico líder do The Smiths, uma das bandas mais idolatradas do cenário britânico dos anos 80.

    O The Smiths foi fundado em 1982, quando Steven Patrick Morrissey e Johnny Marr, acompanhados por Andy Rourke no baixo e Mike Joyce na bateria, constituíram a base da banda que seria trilha sonora de uma geração inteira. Em bandas como James (que abriu os shows da banda na turnê de 85), The Stone Roses e mais recentemente Oasis e Blur, a inspiração do The Smiths está presente em acordes de sua música, entre outros inúmeros grupos que tem os Smiths como uma de suas principais influências.

    The Smiths em 1984 ©Reprodução

    O nome foi escolhido por Morrissey, “porque era um nome comum e este é o tempo em que pessoas comuns do mundo mostram seus rostos”, como o mesmo afirmou ao jornal de música da época “Melody Maker”. Marr e Morrissey trabalhavam em conjunto sendo que Morrissey era responsável pelas letras e pelas melodias vocais, e Marr tratava dos arranjos musicais, sempre sem sintetizadores, mantendo vivo o som puro do rock melodramático que produziam.  É famosa a música “Panic”, em que ele canta, em um protesto à música eletrônica o refrão: “Burn down the disco, Hang the blessed DJ, Because the music that they constantly play
    its says nothing to me about my life”. Entre 1984 e 1987, com quatro discos lançados, o The Smiths foi presença constante entre os 10 primeiros lugares dos charts do Reino Unido. A separação da banda aconteceu em 1987 devido, dizem por aí, ao crescente número de desentendimentos entre Morrissey e Marr.

    Capa de “Viva Hate”, disco que Morrissey lançou após a separação do The Smiths ©Reprodução

    Seis meses depois, Morrissey lançou o seu primeiro disco solo intitulado “Viva Hate”, uma metáfora do ódio que o cantor sentia pelo fim da banda. Os seus dois singles “Suedehead” e “Everyday is like Sunday” catapultaram o seu disco de estreia para os primeiros lugares do ranking de hits britânicos, comprovando mais uma vez a maestria musical do cantor. Em 1992, Morrissey voltou a surpreender produzindo juntamente com Mick Ronson, guitarrista de David Bowie, o álbum “The Arsenal”, que lhe valeu o Grammy para Melhor Álbum Alternativo, com os singles “We Hate It When Our Friends Become Successful” e “You’re the One for Me, Fatty”.

    “Suedehead”:

    “Everyday is like Sunday”:

    Em 1994, com a morte de Mick Ronson, Morrissey canalizou as suas energias para o disco que é considerado por muitos um dos melhores álbuns da sua carreira solo, “Vauxhall and I”. Alguns anos depois, Morrissey confessou que achou que este seria o seu último disco, difícil de superar, de tão genial e profundo que era. Efetivamente os dois álbuns que lançou em seguida não foram bem acolhidos pela crítica nem pelos fãs, o que fez com que Morrissey ficasse fora da cena musical por alguns anos, época em que foi alvo de um processo judicial do baterista Mike Joyce, que o acusava de não ter pagado devidamente os direitos autorais.

    No início dos anos 2000, Morrissey alegrou os seus fãs com uma coletânea que reunia alguns dos seus maiores sucessos e uma turnê mundial que passou por quatro shows no Brasil. Os shows foram marcados pela eterna esperança de que o artista tocasse os sucessos da banda que o tornou famoso, mas Morrissey veio para promover as suas músicas novase foi o que fez.

    Em 2003, a rede de televisão Channel 4 lançou o documentário que você pode ver abaixo, “The Importance of Being Morrissey”, estrelado pelo próprio, em que artistas como Bono e Noel Gallagher falam sobre a influência do cantor na música e em suas vidas.

    Um ano depois, assinou com a gravadora Sanctuary Records e lançou “You Are the Quarry”, com grande sucesso de crítica e público, seguido por “Ringleader of the Tormentors”, em 2006. Em novembro de 2008, a revista “Rolling Stone” incluiu Morrissey na sua lista dos “100 melhores cantores de todos os tempos”. Em 2009, Morrissey lançou mais um disco de músicas originais a que chamou de “Years of Refusal”, e em 2011 lançou “The Very Best of Morrissey”, uma coletânea que reúne os seus maiores sucessos, acompanhada de um DVD de alguns momentos de seus shows que sempre terminavam com fãs invadindo o palco querendo tocar no seu ídolo.

    Morrissey ainda é um ídolo cult e representa uma musicalidade autêntica. O seu estilo desajeitado de dançar no palco e as rosas que recebe nos shows são traços marcantes de suas apresentações ao vivo.

    Para os milhares de fãs que aguardam ansiosamente o dia do show, podem ir acompanhando as novidades por meio da página de Facebook criada especificamente para o evento; e como a esperança é a última que morre, podem esperar que Morrissey toque alguns dos hits do The Smiths. Não custa sonhar.

    Morrissey do lado de uma frase onde se lê: “O rock nunca morre” ©Reprodução

    Serviço:

    Belo Horizonte
    7 de março de 2012
    Chevrolet Hall Belo Horizonte
    Av. NS Carmo, 230 – São Pedro
    Belo Horizonte – MG

    Rio de Janeiro
    9 de março de 2012
    Fundição Progresso
    Rua dos Arcos, 24 – Centro
    Rio de Janeiro – RJ

    São Paulo
    11 de março de 2012
    Espaço das Américas
    Rua Tagipuru, 795  – Barra Funda
    São Paulo – SP

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