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    Bastidores
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    POR Camila Yahn

    Modelos esperam instruções para entrar na passarela de Ronaldo Fraga ©Gustavo Scatena/Agência Fotosite

    O espetáculo que os estilistas apresentam durante o SPFW, ao contrário do que possa parecer, não depende só do designer ou da elegância das modelos. Para que o desfile seja exatamente o que você vê, uma equipe grande de pessoas trabalha afincadamente com o estilista durante meses antes da hora “H”. Para que você conheça  melhor todo o processo de produção e montagem dos espetáculos que vemos durante uma semana de moda, o FFW falou com quatro profissionais que trabalham desde cedo para montar um desfile e cuidam para que tudo fique alinhado — mas que não aparecem na boca de cena no final.

    Veja abaixo em que consiste o trabalho do stylist Daniel Ueda, do diretor de desfiles Ruy Furtado, do produtor sonoro Max Blum e do light designer Maneco Quinderé e qual a importância que eles têm no resultado final de um desfile:

    Daniel Ueda, stylist

    ©Ricardo Toscani

    “Dependendo do processo, eu começo junto com o estilista. O meu trabalho aí é quase ajudar o estilista a enxergar melhor as coisas – como vamos passar as coisas de uma maneira mais clara, ou como isso vai ficar mais amarrado. Acontece também de eu chegar e a roupa estar pronta, como foi o caso da Colcci, a coleção já estava quase pronta, então o meu trabalho é mais de edição. Quando o stylist participa desde o início, como foi ontem o caso da Triton, o processo é diferente, porque você vê desde o início da escolha do tema, as escolhas de tecido, silhueta, e junto com o estilista tentamos amarrar tudo da melhor maneira possível. Às vezes mostrar um caminho. Tem vezes que eu falo que não vai funcionar. É um pouco do meu papel também”.

    “Depois tem os “finalmentes”, que acho que é o que todo o mundo conhece mais, que é falar que camisa vai com qual calça, como devia ser o sapato, o que combina melhor com determinada blusa ou como fica melhor o cabelo. No final, acho que o stylist é um fio condutor entre o estilista, o diretor de desfile e a música, então você passeia por tudo isso para tentar amarrar da melhor maneira possível. Mas é um trabalho de equipe, na verdade. É um processo colaborativo. A ideia é uma só e você tem que trabalha-la da melhor maneira possível”.

    Ruy Furtado, diretor de desfile

    ©Ricardo Toscani

    “Todo mundo é importante, o desfile é um conjunto. Diretor é mais ou menos quem amarra tudo. O primeiro passo de um desfile é o estilista criar a coleção dele. Depois vem o stylist que é quem dá a cara, quem vem com os olhos de fora falar se aquilo que você acha lindo é mesmo lindo. Depois disso, entra o diretor. O diretor vai entender o que é a ideia, muitas vezes dá uma sugestão de cenário, ou não, se já tiver um cenógrafo envolvido, mas ele vai dizer o que dá e não dá para fazer. E é aí que eu começo a trabalhar. Começo a ver o casting, vou nas agências, vejo modelos novas, vejo todos os desfiles do mundo. O diretor é o maestro, porque chega uma altura em que é ele que vai “maestrar” tudo: solta a luz, solta o som, manda entrar a modelo… é uma orquestra onde todo mundo se complementa”.

    Max Blum, produtor musical

    ©Ricardo Toscani

    “O trabalho do produtor musical é produzir a trilha de um desfile. O desfile até pode ser em silêncio, mas eu acho que estou criando aquele ambiente ideal onde o estilista imaginou que a roupa dele está andando. É uma conexão entre a roupa e o público. É até uma forma de explicar o desfile. Eu acho que a importância da trilha é essa, é uma embalagem para entregar a história inteira e contextualizar o trabalho do estilista”.

    “O normal é eu ter uma reunião com o estilista e ele já estar bem adiantado. Ele já falou com o stylist e com o diretor do desfile e já está com a coleção bem completa. Quando eles têm a informação da história completa eles me passam. Tem vezes que eles me passam muito cedo, mas normalmente o meu trabalho é de umas duas semanas antes do desfile. A gente senta, começa a ouvir música junto, prensar em coisas, amarrando, até que vira a trilha”.

    Maneco Quinderé, light designer

    ©Ricardo Toscani

    “O meu trabalho começa quando definem qual é o tema da coleção e eu sou chamado para uma reunião. Aí eles me dizem as referências que estão usando e como eles querem que eu traduza isso para a luz. Depois eu faço um planejamento de luz com a empresa fornecedora do equipamento e nós fazemos uma montagem de luz conforme o que o estilista quer. Na Tufi Duek, por exemplo, o Eduardo Pombal tinha a referência do cinema preto e branco e do filme “Os Pássaros”, do Hitchcock. Então eu tentei reproduzir os ícones luminosos dessa estética, através da temperatura da cor, da forma e da faixa de luz que aparece na boca de cena”.

    “O desfile é um show como outro qualquer e precisa ter atrativos para quem está assistindo, para quem está fazendo o vídeo da grife e para quem está fazendo o editorial de moda. Então a gente tem que aliar uma luz para isso e para que a modelo não tenha sombra no rosto, no corpo, na roupa, no sapato… e muitas vezes essa luz , principalmente no inverno, tem que ser mais forte para definir camadas e texturas que a roupa possa ter”.

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