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    phoebe philo. foto: reprodução new york times

    Phoebe Philo: “minhas roupas são uma resposta ao que vejo ao meu redor, como vejo as mulheres se vestindo, como me sinto, minha relação com as roupas.”

    Cultuada estilista inglesa fala pela primeira vez desde o lançamento de sua marca própria ao jornal New York Times.

    Phoebe Philo: “minhas roupas são uma resposta ao que vejo ao meu redor, como vejo as mulheres se vestindo, como me sinto, minha relação com as roupas.”

    Cultuada estilista inglesa fala pela primeira vez desde o lançamento de sua marca própria ao jornal New York Times.

    POR Augusto Mariotti
    a atriz Sandra Hüller na campanha da marca

    “Eu digo muito do que sinto e muito do que vale a pena dizer, por meio do que faço”, foi assim que Phoebe Philo definiu seu modus operandi em primeira entrevista formal em 10 anos a jornalista Vanessa Friedman, do New York Times. Após quase 7 anos afastada da indústria, a designer voltou com sua marca própria no final do ano passado, sem alardes, sem desfiles e uma oferta sucinta, apenas online, de peças práticas, muito parecidas com seu próprio estilo. Quase tudo – muito caro – esgotou em horas. Um sucesso absoluto e raro para uma marca pequena e recém lançada.

    Como uma criadora genuína, ela nunca quis dar às pessoas o que elas querem. Segundo Peter Miles, que trabalhou com Philo por 10 anos na Celine e ajudou a criar a identidade da marca Phoebe Philo, ela quer agradar, mas não da maneira que o cliente espera.

    Na entrevista, Phoebe, que já foi chamada pelo mesmo NYT de “Chanel de nossos tempos”, se abriu sobre as estratégias de coleção e lançamento de sua marca que passam longe do marketing baseado no buzz das redes e engajamento a qualquer custo.

    Confira os melhores trechos da entrevista.

    Foco no que importa: um bom produto

    “Eu não sinto que preciso muito de narrativas, assim como outras casas de moda. Eu sinto que isso simplesmente não é necessário. Até certo ponto você gosta ou não. Alguém me contando uma história não vai me fazer gostar mais dela. É um casaco. É um par de calças. Eu aprecio um nível de franqueza.”

    Sua inspiração

    “minhas roupas são uma resposta ao que vejo ao meu redor, como vejo as mulheres se vestindo, como me sinto, minha relação com as roupas.”

    Sem lançamento baseado em estações

    Pheobe vê seu trabalho como uma coleção contínua e não acredita em estações, por isso prefere a palavra “edição” e divide essas edições em “entregas”. (A entrega 1 da edição 2 já está à venda e a entrega 2 está prevista para chegar no final de março.). O objetivo não é criar FOMO (medo de perder algo).

    Produzir menos para evitar liquidações

    Produzir menos do que a demanda não foi uma estratégia para provocar nos consumidores FOMO (medo de perder algo). O objetivo foi criar uma base de dados para ajudá-la a descobrir o quanto ela precisaria produzir para satisfazer seu mercado sem acabar com um monte de estoque para liquidar.

    Sobre ser uma marca pequena

    “no mundo de hoje, onde há tanta moda, e tantas marcas grandes, tento lembrar que a maioria das grandes casas começaram com um ser humano que tinha uma ideia sobre o que queria fazer .”

    Um desfile – tão aguardado – está nos planos mas sem data para acontecer. Enquanto isso o foco é a abertura de uma loja em Nova York, no verão e outra em Londres, na sequência.

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