A quarta temporada de Bridgerton traz uma perspectiva inédita ao convidar o público para os bastidores da alta sociedade. Pela primeira vez, a narrativa sai dos salões luxuosos e entra nas cozinhas e aposentos da classe trabalhadora, revelando o cotidiano de quem mantém a fantasia da elite funcionando.
Nesta fase, especialmente na segunda parte que estreia em 26 de fevereiro, o foco das equipes de caracterização mudou para os uniformes e trajes da classe servil. À revista InStyle, o figurinista associado Dougie Hawkes explicou a transição visual de Benedict. “Quando passamos para a segunda parte, voltamos da minha casa de campo — e de toda aquela atmosfera romântica e delicada — para a alta sociedade de Mayfair”.
Para a protagonista Sophie, o uniforme de empregada da casa Bridgerton passou por uma atualização estratégica. John Glaser, figurinista da série, detalha a alteração: “Os Bridgerton já estavam estabelecidos, mas fizemos uma mudança sutil porque sabíamos que Sophie teria que usar aquele uniforme de empregada por um bom tempo. Então, redesenhamos o uniforme da empregada para que ficasse um pouco mais sensual. O público em geral não notaria, mas alguns fãs perceberão que é uma pequena mudança.”
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Realismo de Sophie em Bridgerton
O realismo também ditou o trabalho de Nic Collins, designer de cabelo e maquiagem, de acordo com o site. Ela trocou as perucas elaboradas por algo mais natural. “Queríamos que essas criadas parecessem reais, então nos inspiramos bastante em tranças, que eram a base dos penteados do período da Regência”, explica Collins, ressaltando que os looks deveriam parecer feitos pelas próprias funcionárias. Na maquiagem, a escolha foi similar: “Nosso objetivo com a maquiagem era voltar aos tons neutros. Queríamos realmente focar nos rostos e ver a pele em seus tons naturais.”
Apesar da simplicidade dos uniformes, Sophie carrega elementos pessoais que conectam sua história, como um colar de ametista herdado da avó. A joia é uma homenagem à sua herança coreana, já que a ametista é a pedra nacional do país. Por fim, Glaser reforça que essa busca pela autenticidade é essencial para a construção da personagem. “Acho que é o figurino mais realista que já usamos na série. E isso serve para dar mais profundidade à personagem [Sophie], senão não faria sentido. Porque ela é uma personagem real. Ela não é a Cinderela.”