Em evidência na novela “Três Graças” com a personagem Viviane, Gabriela Loran tem chamado atenção não apenas por sua atuação, mas também por um estilo que reflete maturidade e liberdade e consciência.
Sua relação com a moda vai além da estética: é uma construção íntima, ligada à trajetória pessoal, às conquistas profissionais e à forma como ocupa espaços. Nos looks do dia a dia, em editoriais ou nas redes sociais, a atriz comunica quem é sem excessos, mas com clareza e intenção.
Para Gabriela, vestir-se sempre foi um processo de descoberta. “Durante muito tempo, vestir-se foi um processo de afirmação interna”, conta ao FFW. Com o amadurecimento, a moda passou a assumir um papel ainda mais simbólico.
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“Hoje, meus looks refletem liberdade e consciência. Eu me visto para me reconhecer e para comunicar quem eu sou”, afirma. Essa postura se traduz em produções que transitam entre o minimalismo, a sensualidade e o experimental, sem perder autenticidade.
Relação com o corpo
Um ponto central nessa transformação foi a relação com o próprio corpo após a cirurgia de redesignação. Gabriela descreve esse momento como uma reconexão profunda. “Antes, muitas escolhas vinham acompanhadas de cautela. Hoje, vestir uma roupa é um gesto de celebração”, diz. A partir daí, roupas e beleza deixaram de ser ferramentas de proteção para se tornarem expressões de prazer, conforto e autoestima. “A beleza se tornou um espaço de autocuidado”, completa.

Essa liberdade também se reflete na variedade de estilos que ela apresenta. Lingerie, beachwear e looks urbanos coexistem em sua narrativa pessoal. “Não vejo essas escolhas como opostas, mas como complementares”, explica. Para Gabriela, celebrar a individualidade é permitir-se transitar entre estéticas conforme o momento vivido, sem se prender a rótulos ou expectativas externas.
Representatividade fashion
A atriz também destaca a importância da representatividade no universo fashion. Para ela, a presença de mulheres trans em campanhas e editoriais amplia o entendimento sobre feminilidade. “Quando ocupamos esses espaços, mostramos que existem muitas formas de ser mulher e de expressar beleza”, afirma. Ela cita marcas, como Jean Paul Gaultier, como referências históricas de uma estética livre, sensual e inclusiva, que dialoga diretamente com a comunidade trans e queer.

Ademais, na beleza, maquiagem, skincare e cabelo acompanham essa evolução. “No início, eram ferramentas de afirmação. Hoje, esses rituais representam prazer e conexão comigo mesma”, diz. Por fim, seja em “Três Graças” ou fora das telas, Gabriela Loran constrói um estilo que não segue tendências cegamente, mas traduz identidade, presença e um olhar contemporâneo sobre moda e beleza.