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    Falsificadores vendem parcerias de sneakers que nem existem
    Falsificadores vendem parcerias de sneakers que nem existem
    POR Redação

    É fato que a pirataria é considerada uma das maiores ameaças para a indústria da moda. O mercado de contrabando de produtos falsificados é estimado em mais de US$ 460 bilhões e é composto por réplicas idênticas ao produto real. Agora o mercado de luxo enfrenta um novo desafio: o contrabando de sneakers colaborativos que nem se quer existem oficialmente. Ha!

    Tênis falsificado de uma "colaboração" LV x Supreme
    Tênis falsificado de uma “colaboração” LV x Supreme

    As parcerias entre marcas são feitas para causar frenesi e desejo, provocando filas nas lojas e criando peças que logo viram ítens de colecionador. Pois o feitiço virou contra o feiticeiro agora que há novas ferramentas criativas que impulsionam a criatividade deste mercado peculiar.

    O acesso dos consumidores aos diversos sites que contém réplicas – seja por acesso as plantas originais e segredos de produção ou através da engenharia reversa ao dissecar um produto original – não é novidade alguma. Mas, agora, os designs fictícios de colaborações como Off- White x Balenciaga, Gucci x Adidas ou o novíssimo Yeezy Boost adornado com o logo da Supreme, também estão disponíveis para compra em apenas alguns cliques. Os preços variam de US$ 70 a US$ 180 e o pedido, que vem em caixas sem descrição através de transportadoras discretas, demora cerca de dois meses para chegar.

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    Desde o lançamento de produtos de aparência duvidosa/polêmica como o tênis do momento Triple S da Balenciaga, a tendência que explora os limites entre o feio e bonito, real e falso, high e low e desejável versus indesejável tem se mostrado cada vez mais forte. Isso pode ser comprovado com o crescimento de fóruns como o Replica Sneakers, do Reddit, que cresceu de 10.000 para 71.000 inscritos nos últimos dois anos. Até mesmo o cantor Drake confessou ter seu próprio par de sneakers de uma “colaboração não oficial” entre a linha Air Jordan e a marca Stone Island.

    Os falsificadores também usam as redes sociais com precisão para atingir potenciais consumidores, mas o que chama atenção mesmo é a compreensão afiada dos produtores de falsificados em relação ao streetwear. Eles focam não mais apenas em marcas que são garantias de venda (Nike, Adidas, Supreme, etc), mas nas combinações de marcas e tendências que, se existissem oficialmente, certamente seriam hit.

     

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