A trajetória dos figurinos históricos de Hollywood costuma ser tão dramática quanto os próprios filmes. O exemplo definitivo disso é o lendário vestido de cetim rosa usado por Marilyn Monroe para cantar “Diamonds Are a Girl’s Best Friend”.
A peça, que definiu a estética do glamour ocidental e inspirou desde Madonna a Ryan Gosling, estará de volta aos olhos do público na mostra “Marilyn Monroe: Hollywood Icon”, no Academy Museum. Mas o grande segredo reside em como essa joia da moda conseguiu sobreviver ao tempo.
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Após o fim das gravações na Fox, o lendário colecionador Michael Shaw comprou o vestido pela inacreditável quantia de 12 dólares. Acompanhado de um protótipo descartado por mais 2 dólares. Nas décadas seguintes, o paradeiro do traje virou uma lenda urbana no mercado da moda. Boatos diziam que ele havia sido destruído, perdido ou confundido com uma das muitas réplicas feitas para o Halloween.

O resgate começou quando o pesquisador Bryan Johns identificou o vestido original, por acaso, no fundo de um documentário antigo dos anos 1970. Anos mais tarde, em 2010, a peça reapareceu em um leilão, sendo arrematada por um comprador anônimo por 310 mil dólares (cerca de 1,5 milhão de reais na cotação atual).
Exposição reveladora
Johns precisou fazer um verdadeiro trabalho de detetive para rastrear os herdeiros desse comprador. Para, finalmente, incluir a obra na Icon Collection, segundo a Vogue US.

Mais do que uma roupa bonita, a exposição mostra como Marilyn controlava sua própria imagem de forma estratégica. Entretanto, o manequim da exibição é sob medida em impressora 3D para replicar perfeitamente as proporções exatas do corpo da atriz. Ao lado de roteiros anotados e contratos, o vestido rosa prova que o estilo de Marilyn Monroe não era fruto do acaso, mas sim uma construção meticulosa de poder e moda.