Antes da aguardada estreia de “Wuthering Heights” em Los Angeles, Alison Oliver e Hong Chau participaram da coletiva de imprensa internacional do longa em um cenário à altura da produção. A sessão de fotos aconteceu na icônica Mansão Greystone, em Beverly Hills, reunindo também nomes como Margot Robbie, Charli XCX e Jacob Elordi. No entanto, foram os looks das duas atrizes que chamaram atenção pela forma como traduziram tendências atuais com propostas bem distintas.
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Logo de início, Alison Oliver se destacou ao apostar em um visual da coleção McQueen Primavera 2026, que trouxe uma leitura ousada e nada óbvia da estética vitoriana. A escolha dialoga diretamente com o espírito dramático do filme, ao mesmo tempo em que se mantém conectada à moda contemporânea.
Embora alguns possam enxergar o conjunto como próximo de um figurino, a proposta funciona justamente pelo contraste. A tensão entre romantismo e funcionalidade cria uma narrativa visual forte, algo que também tem aparecido nos looks de Margot Robbie durante a divulgação do filme. De acordo com o Red Carpet Fashion Awards, as icônicas botas McQueen Horn Heel reforçam a identidade da maison e arrematam o visual com personalidade.
Proporções que dividem opiniões
Já Hong Chau seguiu um caminho diferente. Apesar de ter sido elogiada pelo look usado na estreia, a escolha para a coletiva gerou certa estranheza. O vestido com capa longa, que cobre parcialmente as mãos, compromete a fluidez do visual e afeta as proporções de forma pouco harmônica.

Peças que limitam o movimento tendem a causar impacto negativo, especialmente em eventos que exigem presença e naturalidade diante das câmeras. Se a capa fosse mais curta, o resultado poderia ser mais equilibrado. Ainda assim, Hong Chau finalizou a produção com os sapatos Thalina da JW Pei, que adicionaram um toque contemporâneo ao look.
No contexto da divulgação de “Wuthering Heights”, fica claro como a moda tem funcionado como extensão da narrativa do filme. Enquanto Alison Oliver aposta em contrastes bem resolvidos, Hong Chau assume riscos que nem sempre convencem. Em comum, ambas reforçam o papel do tapete vermelho e das coletivas como espaços estratégicos de construção de imagem no cinema e no mercado de luxo.