FFW
RECEBA NOSSO CONTEÚDO DIRETO NO SEU EMAIL

    Não, obrigado
    Aceitando você concorda com os termos de uso e nossa política de privacidade
    A coragem de Melk deu certo; leia aqui entrevista com o estilista
    A coragem de Melk deu certo; leia aqui entrevista com o estilista
    POR Camila Yahn

    A coleção de Melk Z-Da que causou furor entre os editores neste domingão de Fashion Rio foi inspirada no livro “Danças Dramáticas do Brasil”, de Mário de Andrade, em especial o reisado, o cavalo-marinho (de Pernambuco), e a marujada, todas danças que estão desaparecendo, daí a ausência de cores na coleção. A roupa da marujada é quase um uniforme, daí a pegada militar de alguns looks da coleção.

    melkzda-e-erika-palominoMelk Z-Da e Erika Palomino na redação do FFW ©Priscilla Vilariño/FFW

    Já os óculos escuros (Ray-Bans, devidamente falsos) são objeto de desejo para os dançarinos, e por isso foram peça integrante do styling – feito pelo próprio estilista. “Eles acham o máximo”, fala Melk, docemente.

    Os materiais desafiavam o olhar dos fashionistas da primeira fila. “Usei tapete de banheiro, tapete para ioga e jogo americano (para mesa). Pensei que essas pessoas não tem muito dinheiro, e para reproduzir esse feeling quis usar materiais do cotidiano. As toalhas de mesa, por exemplo, ninguém nunca presta muita atenção nelas…”. Como transformar isso em algo precioso? “Fiz roupas”, diz, na desconcertante naturalidade de quem faz o que sente.

    Outro detalhe é como esses materiais não entram na máquina (muito menos as pastilhas), tudo foi costurado manualmente. O vestido desfilado por Indira levou um mês para ficar pronto, entre feituras e refeituras.

    melk

    O tecido que parecia empipocado é na real musseline de seda lixada. “Dava a impressão de ser quente, mas é superleve”, garante. Sobre os brilhos, mais uma sacada: o paetê vem por baixo: “queria o brilho abafado”.

    Os recortes e gilets vem do mundo das fitas, comuns a essas danças. E, como ele não quis ser literal, preferiu trabalhar com faixas.

    Nesse mesmo caminho de evitar o óbvio e de não cair na armadilha de estilista-nordestino-que-faz-moda-regional, ele tirou dessas roupas a cor (“restou apenas o vermelho”).

    E como já havia essa coisa da perda da identidade e da perda da cor, Melk tirou das danças também a música, colocando um poderoso tecno que ornou com a coleção, perfeito na mão de Max Blum.

    “Quis me reinventar”, conta, sobre a força e a energia masculina até do desfile, comentando que seu estilo sempre foi ou poético ou “montado”, segundo ele.

    A coragem de Melk deu certo, e é disso que a moda vive.

    colagem

    Referências das festas típicas que estão desaparecendo e que serviram de referência para Melk © Reprodução

    Não deixe de ver
    Dos loafers ao Mary Jane: Como combinar os ‘school shoes’ com estilo nos looks
    Cynthia Erivo reinventa estilo ao apostar em look vermelho gótico sob medida da Ginvenchy
    Símbolo da Fendi: Nova campanha da grife exalta a icônica bolsa Way Bag no dia a dia
    Demi Moore aposta em vestido preto da Gucci com detalhe delicado e joias de diamante
    Benophie combinando! Elenco de ‘Bridgerton’ encanta em Madrid com looks vermelhos
    Pivot Bag: A nova ‘it-bag’ da Versace tem Medusa e já conquistou Alex Consani e Olivia Dean
    Michael Kors celebra glamour francês em Saint-Tropez em campanha com Suki Waterhouse
    Charli XCX aposta no all black com Saint Laurent e Lou de Bètoly para première de ‘The Moment’
    Ela está de volta! Tudo o que sabemos sobre o especial de 20 anos de ‘Hannah Montana’
    Do formal à trend: 4 jeitos de adaptar a gravata como acessório fashionista nos looks