
Holdings, aquisições, associações, gestões compartilhadas e guarda-chuvas. Você tem acompanhado _e entendido_ as últimas notícias do mercado de moda brasileiro? O FFW explica, para não haver mais dúvidas, as recentes movimentações da InBrands, BR Labels e grupo Animale; acompanhe!
A holding InBrands anunciou na terça-feira (08/02) a aquisição das marcas VR Menswear e VR Kids, do BR Labels, além da associação a esse grupo na marca Mandi e todos os seus novos negócios. De acordo com o comunicado oficial, para a InBrands, “a chegada da VR Menswear representa uma conquista importante na consolidação do grupo como líder nos principais segmentos de moda”, enquanto para Alexandre Brett, sócio da BR Labels e agora conselheiro da VR, a InBrands é “o parceiro ideal para conduzir as marcas VR e VR Kids que já são consolidadas e precisam dessa plataforma operacional para continuar o crescimento”. Mas o que isso tudo quer dizer?
A InBrands, que tem sob seu guarda-chuva a Ellus, 2nd Floor, Richards, Bintang, Salinas, Isabela Capeto, Alexandre Herchcovitch, SPFW, Fashion Rio e todos os outros negócios do Grupo Luminosidade, funciona como uma investidora em empresas de moda, oferecendo suporte administrativo e operacional para otimizar custos e potencializar o crescimento e a lucratividade das suas marcas associadas. A intenção, de acordo com a holding, é que as marcas mantenham a sua autonomia e identidade, mas que estejam “alinhadas com os objetivos estratégicos” da InBrands.
A lógica é semelhante a de um outro caso recente de movimentações no mercado de moda brasileiro: o grupo Animale, que tinha sob seu guarda-chuva, com diferentes participações acionárias, as marcas Animale, A.Brand, Farm e Fábula, e em janeiro de 2011 anunciou a aquisição da Ausländer (compra realizada em conjunto com Marcelo Bastos, da Farm _associada ao grupo desde 2010) e da Priscilla Darolt. “Temos uma gestão compartilhada em cada uma das marcas, onde através de um acordo de acionistas muito bem estruturado e claro, definimos a atuação de cada sócio em cada departamento das empresas. Sempre deixamos o processo criativo nas mãos dos fundadores para não descaracterizar o perfil das marcas e buscamos eficiência na gestão de back office para melhor rentabilizá-las”, explica Roberto Jatahy, que tem participação majoritária em todas as marcas e cuida da gestão do grupo como um todo, em entrevista ao FFW.
Na prática, essas movimentações vão ser traduzidas _ou pelo menos, é o que se espera_ em crescimento, desenvolvimento e lucro. No caso do grupo de Roberto Jatahy, ele prevê, para 2011, a abertura de 8 novas lojas da Animale; 9 lojas da Farm + “um portal de e-commerce inédito no Brasil”; 10 pontos de venda da A.Brand e 5 da Fábula; 8 lojas em 2 anos para a Ausländer; e 5 lojas em até 2 anos para a Priscilla Darolt.
Para a InBrands, as expectativas também são altas: com um faturamento de R$ 530 milhões em 2010, a holding espera alcançar com as novas aquisições, em 2011, nada menos do que R$ 800 milhões.