A Fundação Loewe e o La Residencia, A Belmond Hotel, anunciam uma parceria inédita que transforma o histórico hotel em Deià em laboratório de criação para três artistas selecionadas entre ex-participantes do Loewe Foundation Craft Prize. São dois meses de residência cada, distribuídos ao longo da temporada, em um programa que existe há quatro edições e agora ganha uma camada extra de significado: os dez anos da Fundação.

As escolhidas são Kaori Juzu, joalheira japonesa que investiga a relação entre objeto, corpo e espaço; Deirdre McLoughlin, ceramista irlandesa que testa o comportamento da argila em processos experimentais; e Dahye Jeong, artista têxtil sul-coreana especializada em tecelagem com crina de cavalo. Cada uma ocupará o La Residencia em períodos consecutivos entre maio e outubro, produzindo obras inéditas a partir do diálogo com a paisagem de Mallorca, onde as montanhas de Tramuntana, protegidas pela Unesco, encontram o Mediterrâneo.

A escolha do La Residencia não é por acaso. O hotel em Deià mantém uma coleção permanente de mais de 800 obras originais, abriga a galeria Sa Tafona e tem uma história de proximidade com a cena criativa local que remonta a Joan Miró, cujas obras ainda decoram o restaurante do hotel. Chopin compôs ali perto. Robert Graves viveu e morreu no mesmo vilarejo.
Durante as residências, as artistas abrirão o processo para os hóspedes em encontros informais, como coquetéis semanais e sessões de café da manhã, tornando o trabalho em andamento parte da experiência de quem está hospedado. O programa sucede colaborações anteriores com a Galleria Continua e a Artnet, e nomes como Daniel Buren e Arcangelo Sassolino já passaram pelo projeto.