FFW
RECEBA NOSSO CONTEÚDO DIRETO NO SEU EMAIL

    Não, obrigado
    Aceitando você concorda com os termos de uso e nossa política de privacidade

    Quem é a LA(HORDE), o grupo por trás da coreografia techno de Rosalía no BRIT Awards 2026

    Do underground parisiense ao comando do Ballet National de Marseille, o coletivo francês vem redefinindo os limites entre dança, política e cultura pop.

    Quem é a LA(HORDE), o grupo por trás da coreografia techno de Rosalía no BRIT Awards 2026

    Do underground parisiense ao comando do Ballet National de Marseille, o coletivo francês vem redefinindo os limites entre dança, política e cultura pop.

    POR Laura Budin

    Quando Rosalía, ao apresentar ‘‘Berghain’’ no Brit Awards, virou a chave e saiu de um coro quase angelical para uma explosão eletrônica com cara de rave, havia um nome por trás da catarse que tomou o palco: (LA)HORDE. Criado em 2013 por Marine Brutti, Jonathan Debrouwer e Arthur Harel, o coletivo nasceu na cena queer de clubes em Paris e rapidamente ganhou destaque por suas performances de dança intensas e altamente gráficas – para eles, não existe divisão entre dança, arte, cinema, moda ou cultura digital. Desde 2019, estão à frente do Balé Nacional de Marselha, onde transformaram uma instituição histórica em espaço de experimentação, questionando o que significa fazer balé na era das redes sociais.

    A energia que levou Rosalía do sagrado ao frenesi dialoga com espetáculos autorais como ‘‘Room With A View’’, que reuniu milhares de pessoas no porto de Marselha em uma reflexão sobre crise climática, e ‘‘Age of Content’’ (2023), trabalho que investiga como a tecnologia molda nossos corpos e desejos. No universo da LA(HORDE), danças de protesto, raves, estilos urbanos e referências da internet viram matéria-prima para falar de política, juventude e coletividade. Já passaram por museus e colaboraram com a moda, mas sempre com o mesmo impulso: romper formatos tradicionais e ampliar quem pode ocupar o palco.

    A performance no Brits foi só um teaser do que veremos nos palcos da turnê Lux – que passa pelo Rio de Janeiro em agosto – já que o trio também será o principal responsável pelas coreografias. Ou seja, o delírio visto no Brit Awards deve ganhar novos capítulos por aqui – ‘‘Berghain’’ versão funk carioca? A gente já consegue ver.