O vai e volta do Mullet: o corte cheio de história e polêmica vive nova fase cool
O vai e volta do Mullet: o corte cheio de história e polêmica vive nova fase cool
O mullet está de volta menos rígido, mais leve, baixo, cheio de textura e repicados. Nada daquele bloco duro dos anos 80. Um bom exemplo é o atual corte do ator de ‘Heated Rivlary’ Connor Storrie, com o mullet incorporado organicamente ao corte com franja curta cacheada.

Jacob Elordi optou por uma versão com mullet mais evidente, no cabelo liso, repicado e bagunçado. Já Joe Keery, o Steve de Stranger Things, nos dá outra opção revisitada de mullet: com volume acima e nas laterais, no cabelo loiro.

Em alta na cabeça de algumas das principais personalidades do momento, não dá para esquecer as inúmeras fases de glória e infâmia do mullet ao longo das décadas (na foto, Michael Jackson, em 1982). A origem do corte remonta a guerreiros gregos e romanos há séculos antes de Cristo. Os vikings também o usavam.
Nos tempos modernos, seu retorno também aconteceu ligado a personalidades, digamos, guerreiras, mas num outro sentido. A partir dos anos 70, nomes como Iggy Pop, Patti Smith e David Bowie (foto) adotaram o mullet, que passou a simbolizar uma estética da contracultura. Com Bowie, em plena fase Ziggy Stardust, o mullet assumiu uma estética mais camp, ligada à ruptura de padrões de gênero.

O mullet também dialogava com o movimento punk da época e com a influência de figuras como Vivienne Westwood (ao lado do empresário musical Malcolm McLaren).
O mullet foi passando do underground e ganhou o mainstream. Aparecendo no rock, no cinema, na televisão e no esporte. Figuras como o astro do New York Jets, o quarterback Joe Namath, e o jogador de futebol Ricardo Rocha são alguns dos nomes que usavam o shape.

Hoje, o mullet é adaptado com várias mensagens. Tem a usada com toque andrógino, como o de Omar Appolo , o punk como o do influenciador Cris Wraase e o bem discreto, como o do também influenciador Felipe Marques.
