FFW
RECEBA NOSSO CONTEÚDO DIRETO NO SEU EMAIL

    Não, obrigado
    Aceitando você concorda com os termos de uso e nossa política de privacidade

    Nem mocinho, nem vilão: o homem atual virou coadjuvante

    O homem, antes protagonista das comédias românticas e o herói da história, agora se divide entre o vilão, mocinho ou, na maioria das vezes, mero coadjuvante.

    Nem mocinho, nem vilão: o homem atual virou coadjuvante

    O homem, antes protagonista das comédias românticas e o herói da história, agora se divide entre o vilão, mocinho ou, na maioria das vezes, mero coadjuvante.

    POR Vinicius Alencar

    A vergonha de ter um namorado

    Nas redes, o tom é outro. “É constrangedor ter um namorado?”, perguntava um post recente que viralizou. Por trás da provocação, uma crítica à mulher que ainda se apaga sob a sombra do parceiro, ou que tem sua identidade diluída por ele.

    Entre pesquisas que mostram o homem ficando para trás, social e financeiramente, e memes “para gays e garotas”, a figura masculina vai perdendo espaço, cultural e simbolicamente.

    Enquanto isso, o homem, esse autoproclamado centro gravitacional da narrativa ocidental, parece perder o eixo. Já não é o salvador, o decidido, o super-herói. É frágil, hesitante ou, quando muito, performático.

    O colapso da masculinidade moderna

    Em um artigo da The New Yorker, a editora Jessica Winter fala sobre o “colapso da masculinidade moderna”: homens jovens estudam menos, trabalham menos, se isolam mais. A taxa de suicídio é três vezes maior do que entre as mulheres. “O que está acontecendo?”, pergunta ela.

    Assexual e virtual

    Scott Galloway tem alertado para um fenômeno silencioso e profundamente contemporâneo. Segundo o professor da NYU, o conteúdo gerado por algoritmos nas redes sociais “contribui e lucra com o isolamento social, o tédio e a ignorância dos jovens homens”. Em uma entrevista recente a Anderson Cooper, ele foi direto: as grandes plataformas “estão no negócio da irritação, da polarização e do sequestro emocional”, mirando especialmente homens jovens, “que têm o córtex pré-frontal menos desenvolvido”.

    Os números reforçam o diagnóstico: 45% dos homens entre 18 e 29 anos, nos EUA, não se aproximaram de uma mulher pessoalmente no último ano. Galloway fala de uma geração em que o assexual ganha força, não necessariamente por escolha, mas por desajuste. Entre o medo e o ódio, o consumo de pornografia e as relações virtuais preenchem o espaço antes ocupado pelo encontro real. Para ele, as big techs, e principalmente as redes sociais, não são apenas espectadoras desse comportamento: são suas maiores cúmplices.

    Culpa dos red pill?

    Como revelou a Dazed, a pesquisa The State of UK Men mostra que muitos homens no Reino Unido se sentem inc ompreendidos e retraídos: 67% afirmam que a mídia os retrata negativamente, e 59% enxergam o feminismo como algo que beneficia mais as mulheres.

    A manosphere agrava esse cenário: entre homens que seguem influenciadores de masculinidade, 63% defendem que mulheres devem assumir papéis tradicionais, quase o dobro dos que não consomem esse conteúdo.

    Crise afetiva e pessimismo entre jovens

    Os dados da mesma pesquisa também apontam um esgotamento nas relações: 54% dos homens acreditam não ter chance nos apps de namoro, embora 52% ainda usem as plataformas para buscar relacionamentos sérios. O desalento cresce entre os mais jovens: 33% dos homens de 18 a 24 anos dizem acreditar que nunca vão encontrar alguém para compartilhar a vida. E no Brasil, você acha que o cenário é parecido, melhor ou pior?

    Uma crise de todos?

    Talvez o que esteja acontecendo não seja uma crise dos homens, mas uma crise comum, um desmoronamento coletivo de papéis, expectativas e afetos… Não?

    O amor, que sempre foi espelho do tempo, agora reflete o cansaço das narrativas antigas e a urgência de novas formas de estar junto. Qual seria a solução? Menos pose e mais realidade?

    A definição do que é ser homem, construída ao longo do século 20, precisa ser reinventada ou, ao menos, repensada para alinhar expectativas e frustrações, entre mulheres e… entre os homens. 

    Não deixe de ver
    Carrie e Charlotte reunidas! Reencontro de ‘Sex and the City’ marca noite do Golden Eve em LA
    ‘Emily em Paris’ é renovada para a 6ª temporada! Veja o que esperamos da próxima fase
    Stranger Things 5: Como e quando assistir à temporada final; saiba mais
    Os melhores episódios de Natal de séries nostálgicas dos anos 2000 para ver no feriado
    De atrizes à mafiosas: Figurinista de ‘Emily em Paris’ revela inspirações de looks da nova temporada
    Data, horário e mais: O que você precisa saber antes da estreia da quinta temporada de ‘Emily em Paris’
    A$AP Rocky
    A$AP Rocky revela capa do álbum ‘DON’T BE DUMB’ e filme com Tim Burton
    Assouline lança guia fashion de ‘Emily em Paris’ com detalhes dos looks memoráveis de Emily Cooper
    Psica 2025 transforma Belém em palco vivo da cultura amazônica
    Elenco de ‘Emily em Paris’ usa alta costura em fotoshoot oficial e dão spoiler do que podemos esperar