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    Diretores criativos devem seguir o legado da marca ou criar uma nova estética?

    Moda precisa de memória — mas e a visão de futuro, onde fica?

    Diretores criativos devem seguir o legado da marca ou criar uma nova estética?

    Moda precisa de memória — mas e a visão de futuro, onde fica?

    POR Redação

    A dança das cadeiras na moda nunca passou por um momento tão intenso. As mudanças refletem um cenário de crise diante da desaceleração do consumo no mercado de luxo, ao apostar em mudanças na direção criativa de grandes marcas, que pautam desejos e, de quebra, influenciam toda a cadeia ao colocarem na passarela não apenas roupas, mas um vocabulário.

    “Cristóbal Balenciaga deve estar se revirando no túmulo”, era um comentário recorrente nas redes a cada nova coleção de Demna Gvasalia para a Balenciaga. O estilista é um dos poucos nomes que introduziu novos códigos e referências ao vocabulário de uma marca tradicional, cuja herança é pouquíssimo conhecida dos atuais consumidores. E é aí que entra uma discussão bem calorosa: afinal, um novo diretor criativo deve se limitar ao legado da marca, propor algo completamente novo ou investidores deveriam investir no crescimento de novas marcas?

    Com duas opiniões bem distintas acerca do tema, o publisher do FFW, Augusto Mariotti, e o editor de moda, Vinícius Alencar, revelam suas perspectivas. 

    A favor de manter o legado das marcas:

    “Acredito que exista um número seleto de marcas cujo legado deve ser respeitado, a começar pela Saint Laurent, melhor exemplo atual. Quando Anthony Vaccarello assumiu a direção criativa em 2016, propôs a sua linguagem sexy e noturna. Mas com o tempo, ao revisitar o legado da YSL, conseguiu o melhor dos dois mundos: sucesso de crítica e comercial. Num momento em que a moda olhava apenas para a rua e se pautava por uma infinidade de ‘core’, Vaccarello foi lá e trouxe de volta uma elegância adulta e atemporal. Mais do que isso, ele trouxe para as novas gerações a essência e os códigos da Saint Laurent que ultrapassam o tempo. Os anos de John Galliano à frente da Dior continuam a ser reverenciados porque ele foi transgressor, mas jamais abandonou os códigos da casa. O mesmo fez Nicholas Ghesquiere na Balenciaga, onde permaneceu por 15 anos reinterpretando Cristobal sem, em nenhum momento, soar datado. A sensibilidade de Pieter Mulier na Alaïa é outro belo exemplo de quando um diretor criativo consegue unir o seu modus operandi sem diminuir ou exterminar uma linguagem existente. Linguagem essa que, vale ressaltar, fez a marca ser desejada e procurada. Então, sim, acredito que se a marca tem códigos próprios e marcantes, deve ter seu legado respeitado.”

    Vinícius Alencar, editor de moda do FFW

    A favor da mudança:

    “Ser bem sucedido ao re-criar o trabalho histórico de designers e estilistas renomados e mundialmente famosos por terem definido a estética de uma época é de uma pressão enorme e muitas vezes o resultado não é satisfatório, acaba não agradando os antigos clientes e nem apela aos novos e por muitas vezes carregar o peso do passado glorioso, esses criativos acabam por também não entregar inovação e novidade, o que é a essência da moda. Seria muito mais interessante que eles tivessem a liberdade para trilhar um novo caminho que faça sentido agora e que crie todo um novo repertório para as marcas em que atuam, deixando um caminho para o futuro. Ou até mesmo, esses grupos, ao invés de tentarem reviver marcas, por que não investir em fomentar e estruturar as marcas desses designers que poderiam ser as novas Chanel, Schiaparelli, Givenchy do futuro?”

    Augusto Mariotti, publisher do FFW

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