Amir Slama retornou ao SPFW, desta vez com sua marca homônima de moda praia de luxo. Amir ficou conhecido quando tinha a Rosa Chá e, com ela, o SPFW teve alguns momentos inesquecíveis de quebras de padrão no beachwear. “Os tempos são outros agora”, ele diz no backstage pouco antes do desfile começar. “Eu mudei e o mercado mudou”.
Ele desfilou coleções feminina e masculina, cada uma com suas próprias inspirações. As meninas vestiam peças inspiradas no carnaval de rua dos anos 30 e 40 e em Brigitte Bardot nos anos 60, com uma pitada de Carmem Miranda. O desdobramento disso são peças graciosas, como o look de Ari Westphall, que abriu o desfile. Rosas, vermelhos e estampas misturam-se a franjas, babados e os recortes e vazados que são parte do DNA praiano de Slama. O bumbum está em evidência. “Eles aparecem menores. Tenho sentido que é um desejo das minhas consumidoras”. Menor pero no mucho. Nada escandaloso ou vulgar. Vale destacar também as peças com patchwork em jeans.
Agora, com a coleção masculina, Amir causou com sungas super cavadas, algumas quase com o “cofrinho” à mostra, e com muitos recortes e vazados nas laterais. Essa parte do desfile foi inspirado na estética fitness, mas com foco na praia e não nas academias. A maior parte das peças é em preto e/ou branco e há uma geometria construída a partir do próprio design das peças e de transparências.
As meninas sentadas à minha frente não se continham e babavam cada vez que um grandão passava “com sua sunga tão pequenininha, que na palma da mão se escondia…” (CAMILA YAHN)

































































Foto: Zé Takahashi/Ag. Fotosite

































































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