SÃO PAULO, 25 de maio de 2010
Por Luigi Torre (@aboutfashion)
“Dessa vez quis deixar o futurismo de lado e olhar um pouco para o passado”, explicou Rober Dognani sobre coleção que trazia aquele mesmo perfume 1950s que apareceu em algumas importantes coleções internacionais. Sem tema definido, o estilista contou que preferiu deixar as emoções falarem mais alto que qualquer assunto definido. “Uma grande sobreposição de moulages”, fala sobre os looks que foram criados a partir do estado de espírito de Rober no momento da confecção.
Assim, volumes surgiam de forma quase que orgânica, amarrados, amassados, dobrados ou simplesmente soltos sobre saias amplas, longas ou curtas. Camisas de proporções exageradas, malhas com recortes sinuosos, transparências e um grande mix de tecidos para uma mulher que mistura o grunge dos anos 1990 com aquela feminilidade arrumadinha dos anos 50. Um pouco too much? Quase sempre. Com styling complicado, as sobreposições que Rober quis trabalhar quase como uma cacofonia muitas vezes escondiam o que o look tinha de melhor. Por exemplo, as peças mais comerciais do estilista (desfiladas pela primeira vez em sua carreira) como as camisetas de malha e alguns vestidos mais simples ficaram quase que imperceptíveis em meio a toda profusão de formas e tecidos.
Outro problema recorrente em seu trabalho são as referências muito próximas aos estilistas e coleções internacionais. Não uma questão de cópia, mas uma relação muito íntima com trabalhos de Marc Jacobs (tanto para sua marca como para Louis Vuitton), por exemplo, que geram as comparações quase que inevitáveis.






















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