“Axé em forma de roupa”. Foi assim que Helô Rocha descreveu sua coleção que, desta vez, ganhou um processo diferente, sem temas nem pontos de partida certos. “É muito mais um sentimento. Liberdade define o que eu fiz”, conta Helô no backstage, rodeada por costureiras dando os últimos arremates.
Enquanto isso, Dudu Bertholini aparecia animado puxando Helô para mostrar o ensaio de luz na passarela. Dudu assina o styling do desfile, escolha acertada e que vai ao encontro do novo momento da estilista.
A coleção é etérea, espiritual, leve, mas com uma imagem muito poderosa. Uma Morgana de Alto Paraíso, uma rainha, uma sacerdotisa, uma mulher que não é de nenhum tempo.
As peças são fluidas, em branco ou nas sempre deliciosas estampas Liberty, que rendem bons momentos já no início do desfile, com mix de prints em looks bem soltos. Ou melhor, livres, como Helô disse.
Muitas parcerias foram seladas para a construção deste desfile. Vale destacar o trabalho de Fernando Cozendey, por trás dos maiôs brancos em rendas e telas, e as joias de Djaya Levy, com lindos piercings e headpieces feitos em turmalina, cristal e opala.
Durante o desfile, o percussionista Dalua tocava ao vivo, trocando energia com as modelos que passavam por ele. “Esse trabalho sintetiza as energias que eu tento passar com a roupa”, conta Helô. Muito axé. (CAMILA YAHN)



























Foto: Marcelo Soubhia / Ag. FOTOSITE



























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