UMA é sinônimo de mulher urbana elevada à sua última potência. Nada melhor, portanto, que desfilar sob o cinza tom de asfalto embalando as passadas abotinadas ao som de uma banda de rock. Se tocada ao vivo, melhor ainda. No corpo, além da alfaiataria minimalista, a cada estação mais contemporânea na grife, Raquel Davidowicz, sua diretora criativa, resolveu acrescentar uma boa dose de decorativismo por meio da parceria com o artista e amigo de uma década Geová Rodriguez, artista plástico e estilista radicado em Nova York há 30 anos. Raquel ficou então com a modelagem, enquanto Geová com a customização. “Para mim isso é um quadro. O que mudou foi só o material”, contou o artista ao FFW no backstage, antes da apresentação, referindo-se a cada uma das roupas.
Assim, Geová foi criando rostos e figuras que ficam entre o desenho figurativo e o abstrato, num exercício que durou uma semana, com materiais como tule, tachas, paetês de couro e normais, entre outros. “O resultado foi conseguido ao acaso, não fiquei pensando sobre cada desenho. O único intencional é o da casa, que remete à minha infância”, diz.
Nos shapes, toda assimetria parece girar em torno de uma forma geométrica: o triângulo. Saias e vestidos com barras pontudas estão entre os pontos altos da coleção, que além do branco e do preto tradicionais acerta no belo laranja merthiolate e no verde escuro, especialmente bonito nas peças de seda. Os acabamentos a fio “raw”, como definiu a estilista, também dão ar cool aos modelos. Destaque para o vestido com mangas de camisa que podem ser usadas como cinto, amarradas na cintura, ou vestidas, dando uma outra forma à peça, que fica parecendo uma túnica! (CAROLINA VASONE)



































Foto: Zé Takahashi/Ag. Fotosite



































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