FFW
RECEBA NOSSO CONTEÚDO DIRETO NO SEU EMAIL

    Não, obrigado
    Aceitando você concorda com os termos de uso e nossa política de privacidade
    rlou_i10_035
    rlou_i10_034
    rlou_i10_052
    rlou_i10_041
    rlou_i10_040
    rlou_i10_039
    rlou_i10_038
    rlou_i10_037
    rlou_i10_036
    rlou_i10_033
    rlou_i10_032
    rlou_i10_031
    rlou_i10_030
    rlou_i10_029
    rlou_i10_028
    rlou_i10_027
    rlou_i10_026
    rlou_i10_025
    rlou_i10_024
    rlou_i10_023
    rlou_i10_022
    rlou_i10_021
    rlou_i10_020
    rlou_i10_019
    rlou_i10_018
    rlou_i10_017
    rlou_i10_016
    rlou_i10_015
    rlou_i10_014
    rlou_i10_013
    rlou_i10_012
    rlou_i10_011
    rlou_i10_010
    rlou_i10_009
    rlou_i10_008
    rlou_i10_007
    rlou_i10_006
    rlou_i10_005
    rlou_i10_004
    rlou_i10_003
    rlou_i10_002
    rlou_i10_001
    Reinaldo Lourenço
    Inverno 2010 RTW
    Todos Ler Review
    Por Augusto Mariotti 18.jan.10

     

    Reinaldo Lourenço opõe os rigores do militarismo com roupas de inspiração elevada, com pontos de luz como alegorias para a busca da espiritualidade. A primeira parte, como se pode prever, mais fácil de materializar.
    O que se espreme dessas referências, entretanto, é mais uma sorte de libertação estilística, entre aspas, numa coleção mais solta do que as anteriores (a do café, por exemplo, mais monotemática). Os blocos da edição são bem definidos, entretanto, unificados pelo cabelo à la anos 40, sobrancelha fininha redesenhada.
    O desfile começa com a poética série de coletes e “visitas”, contidos nas mangas que se abrem somente à altura da bainha, arrematadas por golas de pele e botas pontudas, com uma meia longa preta conferindo certa bossa e contemporaneidade aos looks.
    O aspecto nobre se reforça com a organza bordada em flores com paetês, desdobrada nos vestidos de comprimento 40’s, abaixo do joelho.
    E zap. Entra uma blusa transparente com escritos em aramaico (em cada letra do alfabeto mora um anjo, parece). E assim o desfile segue, sem proporcionar muito no que o espectador se segurar. Quando uma ideia fixa em nossa mente, logo ela se esvai. Claro que isso na loja pouco importa. E daí que quem se identifica com o estilo de Reinaldo Lourenço vai poder comemorar e comprar os espertos looks em couro; as peças de ombros pontudos; os difíceis verdes que na mão do designer crescem e passam a ser ‘certos’.
    Os dois últimos blocos do desfile, com os exóticos “vestidos-comenda”, aparentemente precisariam mais tempo para ser afinados, retrabalhados no ateliê, e nem de longe estão entre os melhores momentos da trajetória do estilista. Fiquemos, então, com o militarismo streetwise lá do miolo do desfile. Esses são Reinaldo Lourenço at his best.

    Reinaldo Lourenço opõe os rigores do militarismo com roupas de inspiração elevada, com pontos de luz como alegorias para a busca da espiritualidade. A primeira parte, como se pode prever, mais fácil de materializar.

    O que se espreme dessas referências, entretanto, é mais uma sorte de libertação estilística, entre aspas, numa coleção mais solta do que as anteriores (a do café, por exemplo, mais monotemática). Os blocos da edição são bem definidos, entretanto, unificados pelo cabelo à la anos 40, sobrancelha fininha redesenhada.

    O desfile começa com a poética série de coletes e “visitas”, contidos nas mangas que se abrem somente à altura da bainha, arrematadas por golas de pele e botas pontudas, com uma meia longa preta conferindo certa bossa e contemporaneidade aos looks.

    O aspecto nobre se reforça com a organza bordada em flores com paetês, desdobrada nos vestidos de comprimento 40’s, abaixo do joelho.

    E zap. Entra uma blusa transparente com escritos em aramaico (em cada letra do alfabeto mora um anjo, parece). E assim o desfile segue, sem proporcionar muito no que o espectador se segurar. Quando uma ideia fixa em nossa mente, logo ela se esvai. Claro que isso na loja pouco importa. E daí que quem se identifica com o estilo de Reinaldo Lourenço vai poder comemorar e comprar os espertos looks em couro; as peças de ombros pontudos; os difíceis verdes que na mão do designer crescem e passam a ser ‘certos’.

    Os dois últimos blocos do desfile, com os exóticos “vestidos-comenda”, aparentemente precisariam mais tempo para ser afinados, retrabalhados no ateliê, e nem de longe estão entre os melhores momentos da trajetória do estilista. Fiquemos, então, com o militarismo streetwise lá do miolo do desfile. Esses são Reinaldo Lourenço at his best.

     

    Não deixe de ver