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    Givenchy
    Verão 2010 HC
    Todos Ler Review
    Por Augusto Mariotti 26.jan.10
    Pense numa Paris dos anos 70 carregada de erotismo. Pense numa androginia sensual, glamourizada por plumas e vestidos brilhantes. Pense em olhos esfumaçados. É esse o cenário criado por Riccardo Tisci para o verão 2010 de altacostura da Givency. O desfile abre com poderosos looks de alfaiataria. Fraques de caudas alongadas sobrepostos a blusas decoradas com penas de avestruz, calças de modelagem ampla, bermudas cobertas por plumas e lingerie aparente evidenciam um dos pontos mais fortes do trabalho de Riccardo Tisci. Com domínio completo sobre a alfaiataria, ele brinca de forma inteligente e contemporânea com os gêneros, levando a sensualidade da coleção às últimas consequências. Vestidos com cascatas de babados mostram evolução na altacostura de Tisci com decorações mais bem resolvidas do que as apresentadas pelo estilista em temporadas anteriores. O lado latino do estilista aparece nos macacões rendados com boleros ricos em detalhes que antecedem bons vestidos coluna de corte simples. E já que o assunto é anos 70, não podia faltar o glamour Disco, presente nos modelos brilhantes em verde e roxo, com recortes e estampas gráficas que acabam parecendo extravagantes demais. Difícil ver tais modelos, assim como os dois últimos com efeito tie-dye nos babados da barra, irem para além das passarelas e editoriais de moda. Foi preciso algumas coleções para que Riccardo Tisci provasse (até para si mesmo) que é realmente apto para o cargo de diretor criativo da Givenchy. Seu prêt-à-porter afiado, moderno e carregado de sensualidade conquistou corações e closets das principais editoras de moda do mundo. Astros da música viram ali elementos perfeitos para seus figurinos, e a atenção para o que havia de mais contemporâneo na moda e nas ruas fez da marca quase que um termômetro fashion do mercado de luxo. Ainda que muitas vezes mal interpretado, Tisici se mostra um dos principais responsáveis por injetar frescor na altacostura. Se antes as ruas pareciam fontes de inspiração mais seguras do que o rico histórico da Givenchy, agora é o inverso. Ao olhar para o passado, especificamente para os anos 70, Tisci resgata de forma mais eficaz elementos do passado da grife, porém perde imensamente seu frescor e atualidade que colocava a Givenchy entre as poucas marcas que não ficavam presas as tradições de outrora.
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