Pharrell Williams entende a dimensão da Louis Vuitton. A marca é, ao mesmo tempo, símbolo de desejo, status e reconhecimento instantâneo. Quem entra em uma de suas lojas muitas vezes quer justamente isso: o selo LV. Parece uma observação óbvia, mas ela ajuda a explicar por que seus desfiles insistem em abraçar tantos universos diferentes ao mesmo tempo.
Sabemos que jogadores de futebol e homens de perfil mais clássico estão entre os principais consumidores da casa, mas Pharrell quer mais. Muito mais. Seu preppy continua presente, filtrado por referências do streetwear e por uma visão de luxo mais descontraída. Da onda cenográfica em meio à praia artificial surgiam personagens para todos os gostos: o surfista esperado, mas também o ciclista, o homem que se veste com máxima pompa e aquele que prefere os básicos – desde que acompanhados pelo monograma LV, claro.
Em seu perfil alternativo, @skateboard, Pharrell vem construindo justamente essa ideia de lifestyle. Uma Louis Vuitton que não aparece apenas em ocasiões especiais, mas em todos os momentos da vida. A coleção reforça essa ambição de vestir o mundo, dialogando com os arquétipos que a moda tanto gosta de explorar atualmente.
Há humor, leveza e um frescor que parecia faltar em algumas de suas apresentações recentes. Mais do que uma coleção sobre roupas, o que se vê é a construção contínua de um universo no qual qualquer pessoa pode se imaginar – desde que queira fazer parte dele. No calor, no frio, na areia, no asfalto.