Julian Klausner apresentou, mais uma vez, um dos melhores desfiles da temporada. A apresentação aconteceu ontem (25.06), durante a Semana de Moda Masculina de Paris. Para o verão de 2027, o diretor criativo reimaginou peças clássicas do guarda-roupa masculino sob a ótica sensual, leve e reveladora da lingerie.
Inspirada no poema L’Après-midi d’un faune (A Tarde de um Fauno), de Stéphane Mallarmé, a coleção constrói uma atmosfera etérea e delicada. Surgem microshorts de alfaiataria, referências ao balé (incluindo sapatilhas), camisas de seda que parecem derreter sobre o corpo e alças finíssimas. Tudo é leve, como uma pluma suspensa no ar.
No contraponto, o barroco aparece nos bordados exuberantes, que transportam a apresentação para um território mais opulento. A cartela de cores atravessa o dia, dos tons do amanhecer aos matizes do entardecer, criando um crepúsculo cromático que, de fato, nos remete à cadência de um poema.
Há uma sensibilidade rara no modo como Klausner observa a passagem do tempo. Em meio ao desejo incessante pelo imediato que domina a moda contemporânea, poucos conseguem transformar a contemplação em algo tão forte quanto ele.
Julian Klausner apresentou, mais uma vez, um dos melhores desfiles da temporada. A apresentação aconteceu ontem (25.06), durante a Semana de Moda Masculina de Paris. Para o verão de 2027, o diretor criativo reimaginou peças clássicas do guarda-roupa masculino sob a ótica sensual, leve e reveladora da lingerie.
Inspirada no poema L’Après-midi d’un faune (A Tarde de um Fauno), de Stéphane Mallarmé, a coleção constrói uma atmosfera etérea e delicada. Surgem microshorts de alfaiataria, referências ao balé (incluindo sapatilhas), camisas de seda que parecem derreter sobre o corpo e alças finíssimas. Tudo é leve, como uma pluma suspensa no ar.
No contraponto, o barroco aparece nos bordados exuberantes, que transportam a apresentação para um território mais opulento. A cartela de cores atravessa o dia, dos tons do amanhecer aos matizes do entardecer, criando um crepúsculo cromático que, de fato, nos remete à cadência de um poema.
Há uma sensibilidade rara no modo como Klausner observa a passagem do tempo. Em meio ao desejo incessante pelo imediato que domina a moda contemporânea, poucos conseguem transformar a contemplação em algo tão forte quanto ele.