Inteligência artificial é controversa, mas o Ponto Firme conseguiu mostrar o seu lado mais fascinante, provocante e desejável. Gustavo Silvestre foi genial ao materializar esse ideal de tecnologia com frescor, sensualidade e sob um prisma vibrante.
As malhas envolventes, as placas plásticas e metalizadas ultra coloridas, os vazados, as texturas… verdadeiras aparições. Cada um dos 40 looks pareciam ser um universo único, apesar de dialogarem. Interessante como uma técnica tão manual, o crochê, conseguiu ser reinterpretado de uma forma ultra contemporânea.
São lindas as malhas que mixam padronagens e cores, seguindo esse mix and match, impossível tirar os olhos dos acessórios, que misturam passado e presente, um quê oriental e plataformas marcantes criadas pela Rider que, além de apoiar a marca em sua oitava participação, vai disponibilizar as costumizações em sua loja, ali mesmo no Copan.
Menção especial ao styling de Dudu Bertholini e principalmente aos 30 artesãos envolvidos, que foram de mulheres imigrantes, egressos do sistema prisional, pessoas resgatadas de trabalhos análogos à escravidão e jovens que integram o coletivo Artesanato Chave. A imagem final com as modelos na escadaria emolduradas pela cidade e pelo pôr do sol, definitivamente vai ser uma das lembranças mais marcantes dessa temporada. Incrível.