Quando os convidados começaram a postar o convite de JW Anderson, uma massa de modelar colorida (aquela dos tempos de escola), já esperava que a textura surgisse em seu desfile de verão 2024. A apresentação no segundo dia da LFW confirmou: depois de bexigas, flertes com o universo infantil e escapista, Jonathan trouxe outras memórias.
O moletom, uma das suas peças mais exploradas, já havia aparecido até em versão pixelada na Loewe, em sua marca própria ganhou essa versão “massinha”, com digitais, como se realmente tivessem sido modelados minutos antes do show começar – textura que também apareceu em shorts.
Anderson sabe como poucos criar desejo e despertar curiosidade, não com uma linguagem simplista ou ostensiva, mas cerebral e introspectiva. As peças mais triviais ganham as interpretações mais inteligentes. Mestre das texturas e do ilusionismo (que redesenha a silhueta), ele ainda apostou em penas sobressaindo de parkas, em seus onipresentes babados e até bambolês como estruturas de peças. Há humor, que não arranca risadas, mas nos faz esboçar sorrisos.