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    PACEA/W 26foto: Zé Takahashi
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    Inverno 26
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    Por Vinicius Alencar 03.jun.26

    “Códigos da Pace… Quer dizer, acho que ultimamente todos falam sobre códigos, né?”, reflete comigo Felipe Matayoshi, em uma entrevista que aconteceu pessoalmente no ateliê da marca, na véspera do desfile. Mas, se outros utilizam o termo “código” de forma vazia, Felipe definitivamente não é um deles.

    Os aviamentos de metal e aço são altamente identificáveis dentro de uma clientela que realmente se vê como uma comunidade. Suas raízes em Okinawa não destoavam da Praça das Artes, cujo projeto leva a assinatura do trio de arquitetos Francisco Fanucci, Marcelo Carvalho Ferraz e Marcos Cartum. Gloria Kalil, que sentou ao meu lado, destacou o prédio brutalista e sua força enquanto aguardávamos o início do desfile.

    Naquele liminal space, a Pace colocou com força aquilo que sabe fazer de melhor: uma alfaiataria de diferentes gramaturas que surge aqui em um ponto de excelência real.

    “Você sabe que aquilo é alfaiataria, mas, para o desfile, isso vem através do Kendo. Elementos clássicos do Kendo, como o tare, usado na cintura, se transformaram em acessórios. É uma alfaiataria com corte japonês. Existe um lado mais alegórico, mas também haverá versões mais funcionais”, ele já havia me confidenciado.

    O feminino surgiu tímido, mas presente o suficiente para que desejássemos mais. Sua chegada representa algo que vai além: a suavidade e a delicadeza de uma marca conhecida pela austeridade. E não estou me referindo a algo agressivo. Basta conversar com Felipe por poucos minutos para perceber sua sensibilidade. Mas a Pace é robusta não apenas na forma, como também na energia. Dá para sentir.

    O styling de Antonio Frajado foi um ponto a se observar. Era muito Antonio (os gorrinhos que ele próprio adora usar apareceram na passarela), mas em nenhum momento a essência da marca foi deixada de lado.

    Uma estreia especial, tanto imagética quanto comercialmente. Ali, entre os convidados, os comentários eram praticamente unânimes: os mais interessantes vestiam a marca dos pés à cabeça. Couros macios, camurças, cortes que já fazem parte de um vocabulário próprio.

    É só o começo. Porque, como Felipe também me disse, o desfile foi uma experiência que o estimulou profundamente. E ver aquele universo materializado diante dos próprios olhos parece ter sido decisivo.

    Não deixe de ver