Uma das parcerias mais interessantes da moda atual encerrou hoje (26.02): Luke e Lucie Meier se despedem da direção criativa da Jil Sander, onde estavam desde 2017. O casal conseguiu algo raro, equilibrar o conceitual com o comercial, com uma boa saída de acessórios que seduziu novas gerações e, ainda, adicionar novos códigos para uma marca conhecida pelo minimalismo radical de sua fundadora homônima.
Estar à frente de uma casa como a Jil Sander é um exercício difícil, mas eles agregaram camadas sem que se perdesse o ar de mistério, sem que a etiqueta se tornasse banal e foi assim desde a primeira coleção. O que vimos foi realmente a celebração de todos esses anos, uma longa relação se pensarmos que estilistas são trocados com apenas uma coleção exibida.
As franjas, filetes metalizados e variantes foram o cerne do inverno 2026, afinal qual recurso melhor do que elas para simbolizar liberdade e movimento? Os ombros foram o ponto escolhido, trabalhado em sedas, acetinados, couro e na alfaiataria box proposta pela dupla.
O bloco com tie dye tendo ao fundo um floral miúdo remete ao anoitecer, introspectivo e especial. Enquanto os cinco looks finais all white everything indicam as inúmeras possibilidades com um quê de romantismo. Ótima despedida que celebrou o que a dupla acredita e nos fez acreditar nos últimos oito anos. Há quem diga que eles são fortes candidatos para a Loewe, será?