A Dolce & Gabbana anda em um momento mais centrado e autorreferente. O desfile de hoje (28.02) continua a falar sobre identidade. Após a polêmica do último desfile masculino, aqui o casting foi mais diverso. Repare, que a moda está um tanto obcecada por arquétipos, não? Cada uma tenta, à sua maneira, mostrar que consegue vestir quase todos os estilos e necessidades.
Na Dolce, isso se dá a partir de um vocabulário sexy, que homenageia diferentes momentos dos códigos da casa italiana, especialmente os dos anos 1990: rendas pretas, lingerie, a alfaiataria como protagonista, uma imagem que eles conseguiram transformar em assinatura.
Essa imagem sofisticada e altamente disseminada do estilo made in Italy vem sendo repetida; se olharmos, Maria Grazia Chiuri fez coisas parecidas na Fendi, além de inúmeras marcas menores. Comedidos e comerciais.