Um chip de celular em tamanho máxi fez as vezes de convite para o desfile de JW Anderson, primeiro indicativo de que Jonathan iria se debruçar mais uma vez em um assunto que tem adorado explorar: a memória. As mules divertidas com formato de sapo, resultado da collab com a marca Wellipets, deram continuidade em seu exercício de trazer elementos da sua infância, assim como as tattoos de tomates – o que tem surgido na Loewe também, quando ele referencia jogos de videogame, bexigas e acessórios que remetem a desenhos animados.
Mostrando que o inconsciente coletivo ainda dá as caras, Anderson também recorreu ao travesseiro como alegoria, mas se na Prada o significado é um despertar para a realidade, aqui significa acordar no sofá e ir para o quarto – onde continuará a sonhar. Das memórias mais recentes, ele olhou para algumas das suas coleções mais elogiadas e trouxe alguns hits: como o shorts com babados do Inverno 13, antes em tricô (e até transgressor para a época) e agora em couro.
Há sim uma forte presença do minimalismo, mas temperado com humor, lirismo e fantasia.