RIO DE JANEIRO, 01 de junho de 2010 Por Luigi Torre (@luigi_torre)
O dicionário define o adjetivo chique das seguintes maneiras: 1. que se veste com apuro e bom gosto e que se destaca pela elegância e ausência de afetação; 2. que se caracteriza pelo requinte. E requinte + ausência de afetação são qualidades que Andrea Marques tem de sobra. Em sua segunda apresentação no Fashion Rio fala de um tropicalismo sofisticado, de uma moda feminina, mas sem precisar de clichês. Do seu inverno traz aquela simplicidade nas formas, que agora ganham mais vida com estampas selvagens e tonalidades acesas. Focada no trabalho com algodão e linho, Andrea Marques mostra um interessante trabalho de sobreposição, onde tecidos leves se misturam com pesados, e tons neutros se combinam com padronagens coloridas – mérito do styling preciso de Pedro Salles. É assim no ótimo look do vestido de musseline estampado sob colete rígido; no vestido bege do mesmo material, com mangas raglã; no vestido rendado com barras em algodão e naquele estampado de base verde com bolsas e golas em tonalidade semelhante. O shape agora é bem mais solto - às vezes solto demais: formas muito amplas comprometem a silhueta e a proporção de alguns looks. Também ficam fora do lugar os recortes laterais na barriga e o bom look total branco, que acabou perdido na edição. Ainda assim o resultado é positivo. Com apresentação redondinha (boa música, luz, direção), Andrea se adequa às vontades globais por uma moda mais “normal” e limpa, sem perder a autenticidade. Estilo: Andrea Marques Equipe: Vitor Maia e Frederico Fuzzato Styling: Pedro Salles, Beleza: Daniel Hernandez Direção: Alberto Renault Trilha: Dany Roland Iluminação: Maneco Quinderé