Abrindo o terceiro dia (09.07) da temporada de alta-costura em Paris, Robert Wun teve a difícil missão (ou o privilégio) de antecipar uma data carregada de expectativa: ainda hoje desfilam a estreia de Glenn Martens na Margiela e a última coleção da Balenciaga com Demna à frente da direção criativa.
Mas mesmo nesse cenário de tensão e renovação, Wun não passou despercebido — pelo contrário. Com uma coleção que empurra ainda mais os limites entre moda, fantasia e performance, ele apostou em véus dramáticos, volumes esculpidos e aplicações que davam às roupas uma ar de vilãs.
Em alguns looks, mãos extras brotavam do tecido ou corpos duplicados pareciam se contorcer para fora das roupas, criando uma ilusão óptica potente – parecido com os manequins de Viktor & Rolf.