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    O sucesso de Galliano na Margiela: crescem vendas e linhas de produtos
    Galliano, em foto de 2010
    O sucesso de Galliano na Margiela: crescem vendas e linhas de produtos
    POR Redação
    Galliano, em foto de 2010
    Galliano, em foto de 2010

    Muita gente torceu o nariz para a ideia de Galliano, um barroco maximalista, na Martin Margiela, a marca que sintetiza o low profile ao ponto de não escrever o próprio nome na etiqueta (que é branca, feita para o cliente arrancar, o que ninguém nunca faz) e tem no seu estilista belga, o criador da label, um nome sem rosto, que não aparece há anos, não tira fotografia, não dá entrevistas. Se Galliano honra a veia superconceitual da Margiela, que tinha nas imagens desconcertantemente estranhas a mola propulsora para provocar a moda e jogá-la para frente (ou para algum lugar que não seja a mesmice estática)? Os críticos se dividem. Sou do time dos que aprovam o casamento da grife com o estilista, e vê seus filhos crescerem não somente belos, mas instigantes, acrescentando traços à personalidade que continua provocadora, com aquele estranhamento que faz parar para pensar, que traz novas ideias. O estranho de Margiela talvez seja mais intelectual e impenetrável, o de Galliano, mais feminino e quente. O underground e o caráter visceral de seus estilos os une.

    Gostem ou não da cara (com o perdão do trocadilho…) que Galliano está dando à Margiela, fato é que a marca cresceu com ele. E contra fatos, restam poucos argumentos. Em entrevista dias atrás ao WWD, Renzo Rosso, dono da Diesel e do grupo OTB, proprietário da Margiela (por meio de uma empresa subsidiária, chamada Neuf), revelou que, desde o ano passado, quando Galliano assumiu a maison, as vendas aumentaram 30%, contra um índice anual que variava entre 10% e 15% antes de sua chegada. E mais: na metade do ano que vem, deve ser lançada a linha masculina, desfilada na semana de moda masculina de Paris, e em 2017 está prevista a chegada ao mercado do perfume da Margiela, criado em parceria com a L’Oréal.

    Rosso ainda contou que o próprio Martin Margiela ficou feliz com a escolha de Galliano para substituí-lo. “Faça do seu jeito”, ele disse a Galliano, segundo o dono da Diesel. “Fico muito feliz que você tenha escolhido um ‘couturier’ (um costureiro em tradução literal, mas que significa alguém que é realmente um criador de moda e um estilista que domina as técnicas de confeccionar roupas) para dirigir a maison”, falou para Rosso.

    Ao lançar a alta-costura da Margiela, Galliano ainda teria mudado completamente a estrutura da marca, que passou a basear-se no desfile de alta-costura para criar todo o resto. “Isso é totalmente novo para mim, porque antes, a gente fazia a coleção comercial e dava um upgrade para algo legal para o desfile. Graças a John, comecei a pensar e trabalhar totalmente diferente”, afirmou Rosso.

    Curioso constatar como a lógica da moda pode levar a resultados tão inesperados. Raf Simons, que teria um estilo mais adequado ao da Margiela e que substituiu Galliano na Dior, aplaudido pela crítica e sucesso de vendas (ele também ajudou as vendas da Dior a aumentarem 60%), acabou não se encaixando nos moldes da maison francesa e anunciou sua saída da marca dois anos e meio depois de assumir sua direção criativa. Defenestrado pela indústria, Galliano, aos poucos, mostra que consegue se adaptar e que veio, até segunda ordem (nunca se sabe), para ficar.

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